E então as camélias?




Fotos: pva 0502
Claro que somos parte interessada, mas temos que admitir, por muito que isso custe à nossa esforçada isenção, que a visita de sábado ao Viveiro Municipal correu mesmo bem. Mais de sessenta pessoas vindas dos mais diversos pontos do país (Porto e Lisboa, pelo menos) ouviram o nosso entusiástico guia, Dr. João Gonçalves da Costa, dissertar sobre o nome científico de numerosas plantas e contar saborosas histórias a propósito de várias delas.
(Por falar em saborosa, eis uma dúvida acerca da infusão de folhas do Nerium oleander: a bebida é incontestavelmente venenosa, mas, se noutros tempos houve quem a ingerisse voluntariamente e sem intenções suicidas, é de admitir que seja agradável. Quem sabe se não seria esta a melhor bebida para concluir cada um dos inefáveis banquetes do Clube dos Anjos?)
A dada altura, alguns participantes da visita, correndo os olhos pelas plantas que ainda faltava explicar, não contiveram o nervosismo: e então as camélias? Acabámos por lá chegar, mas o nosso guia, e porque não há palavras que substituam o exercício de ver, evitou prudentemente sobrecarregar-nos de informação, optando por distribuir no início da visita um curto texto informativo sobre camélias.
Estas quatro fotos são um resumo possível do que vimos, e parte ínfima do que poderíamos ter visto. A cada olhar é dado ver coisas diferentes, como o desta visitante que viu a beleza perdurar fora do prazo.
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