6.2.06

"Será a poda um crime?"

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«Isto é o que resta dos plátanos à saída de Alcantarilha para Armação de Pêra. Será que esta gente saberá o que está realmente a fazer? Há podas e podas... e esta parece demasiado radical, salvo melhor opinião.
O que é certo, e bom sinal dos tempos, é também serem cada vez mais estes assuntos motivo de tratamento mediático e por consequência de movimentos da insatisfação popular (refiro-me à notícia lida no Barlavento on-line*). (...)»
Continuar a ler no Saco dos desabafos

*Corte de árvores em Alcantarilha causa polémica- 3 de Fevereiro de 2006 )
Foto de barlavento - Jornal de Informação Regional do Algarve

Arquivado no Dias sem árvores

22 comentários :

CA disse...

Como dizia um amigo meu: "Um dia ainda vamos ficar conhecidos como o povo que não gostava de árvores!"

Ver disse...

Que vergonha!

António P. Castro disse...

Há aí um engano grave.
O povo é que exigia, há anos, que essas árvores fossem substituidas por outras.
É que essa espécie, pela Primavera, deixa um pólen, ou lá o que é, que cobre tudo em redor e provoca graves perturbações do aparelho respiratório. Em suma, dá cabo da saúde das pessoas.
Em vários pontos do país já se procedeu - e bem - à sua substituição.
Caso para dizer que mais vale tarde que nunca.

Anónimo disse...

Estive a ler os comentários e acho incrível como há gente que fala do que não sabe.
Apenas o comentário de António P. Castro tem razão de ser.
É que há plátanos e plátanos, como a D. Manuela devia saber...

manueladlramos disse...

A falar é que a gente se entende!

O problema que aqui nesta entrada é tratado é mesmo este tipo de poda selvagem e não a substituição das árvores.
Sobre esta foto e este trabalho, não tenho dúvidas: é pura selvajaria. Mas nada a que, infelizmente, não estejamos habituados.

Sobre as razões para a sua substituição não me posso pronunciar: não tenho informação suficiente. Querem substitui-las? Têm razões para o fazer? Consultaram especialistas?
Tudo bem. Façam-no!
Mas não as decepem assim: substituam-nas.

Paulo Araújo disse...

Há plátanos e plátanos, e ainda bem. Há o plátano frondoso que tenho à vista da minha janela e que espero lá continue por muitos anos; e há os pobres plátanos à mão de ignorantes sem senso estético e com vocação para carniceiros. Bem merecemos o deserto, que é o habitat natural desta gente e do "povo" que dizem representar.

António Silva disse...

Em termos técnicos esta poda está mal feita. Concordo. Contudo eu tenho acompanhado o decorrer desta situação. Convem frisar que só no ano passado 3 pernadas destas árvores cairam em cima de automóveis, prejuízo esse pago pela autarquia (como é o seu dever), o que revela o seu estado de conservação. A juntar a isto, os pedidos da população que habitam em redor das habitações que não pediam apenas a sua poda, mas sim o seu abate!!!
Antes de apontar o dedo, coonvem primeiro conhecer a situação. Se em vez dos carros fossem pessoas?? Aí também eram criminosos por não terem podado mais cedo.
Fica a nota

António Silva disse...

De referir outro facto: as árvores intervencionadas não são plátanos, mas sim choupos (populus nigra), espécie referida como elemento que provoca bastantes alergias respiratórias na primavera e qur tem uma boa capacidade de recuperação às podas.

António Silva disse...

Desculpem-me a sucessão de comentários, mas gostaria que houvesse o conhecimento da realidade, para posteriormente se proceder à correcta análise da realidade.
Em 2005 houve intervenção nesta área com a construção dos passeios e danificação das raízes, provavelmente pondo em risco a estabilidade a ventos fortes das referidas árvores. Será de arriscar considerando a sua localização junto a uma estrada nacional?
Fica a realidade para análise.

manueladlramos disse...

Caro António Silva, muito obrigada pelos seus comentarios.
(Repito aqui eu também o que comentei no Saco de desabafos)

Bem dizia alguém: há plátanos e plátanos... Pelos vistos estes são choupos!
Mas poda drástica há só uma e essa é altamente contraproducente e perigosa por variadíssimas razões.

Transcrevendo o que sobre o asssunto escreveu o Vice Presidente da sociedade de Arboricultura, Dr. Francisco Coimbra (e que já aqui publicamos):
As árvores que dignificam as nossas praças e avenidas e embelezam os nossos jardins e parques são um elemento essencial de qualidade de vida, autênticos oásis no "deserto" que são tantos dos nossos espaços urbanos actuais. E, no entanto, é por demais evidente a ainda quase absoluta ausência de sensibilidade para o papel da Árvore em Meio Urbano. (...)
De facto, é inacreditável como certos preconceitos sobre a poda de árvores ornamentais estão arreigados nos responsáveis pela sua gestão e manutenção. É frequente ouvirmos dizer, como justificação, que as "podas" radicais, ou "rolagens", rejuvenescem e fortalecem as árvores, ou que são a única forma económica de controlar a sua altura e perigosidade... quando, na verdade, devia dizer-se de uma poda o mesmo que de um árbitro: - tanto melhor quanto menos se der por ela! (...)

1. A poda drástica rejuvenesce a árvore?- NÃO! (...) O facto de, após uma operação traumática, as árvores apresentarem uma rebentação intensa- como tentativa "desesperada" de repor a copa inicial - não significa rejuvenescimento, mas sim um "canto-de-cisne", à custa da delapidação das suas reservas energéticas.(...)

2. Fortalece-a? - NÃO, a poda radical é um acto traumatizante e debilitante, uma porta aberta às enfermidades. (...)

3. Torna-a menos perigosa? -NÃO, estas "podas" induzem a formação, nos bordos das zonas de corte, de rebentos de grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco. (...)

4. É a única forma de a controlar em altura? - NÃO, a quebra da hierarquia -que estava estabelecida entre os ramos naturalmente formados - permite o desenvolvimento de novos ramos de forte crescimento vertical, mas agora de uma forma desorganizada e muito mais densa! (...)

5. É mais barata? - NÃO, se a gestão do património arbóreo for pensada a médio e longo prazo! (...)»


Quanto às supostas alergias respiratórias que os choupos provocam também não creio que seja verdade; mas mais uma vez não sou eu que o afirmo, mas sim os especialistas. Esse "algodão" que os choupos libertam não é polen mas sim uns fiapos a que estão presas as sementes. O facto de isso coincidir com a libertação do polén por outras plantas (essas sim responsáveis pela rinite alérgica) faz com que "culpabilizem" erradamente os choupos. Se estiver interessado poderá obter mais informações aqui.

Concluindo: na minha opinião e como se costuma dizer foi pior a emenda que o soneto...

Essas árvores vão recuperar, vão: lançando uma rebentação intensa, vão continuar a lançar o "algodão" (ou pensam que assim as "esterilizaram"???),vão se tornar mais "perigosas" (ler ponto 3 do texto de Francisco Coimbra) etc. etc.
Já para não falar do aspecto estético mas esse salta aos olhos e só mesmo quem tem uma grande insensibilidade é que não se sente ofendido...

Não tenha dúvidas: estas árvores assim violadas serão um péssimo "cartão de visita" para a freguesia e o concelho: mostram para quem passa, forasteiros e locais o nível de formação do país nesta área: uma vergonha.

Se as árvores aqui não devem estar pelas razões que referiu no seu último comentário: tirem-nas, substituam-nas!

Como escreveu o Eng Ribeiro Teles «Qualquer supressão de que resulta um aspecto definitivamente mutilado da árvore deve considerar-se inadmissível visto comprometer definitivamente a finalidade estética da planta ornamental. É preferível nesse caso a supressão pura e simples do indivíduo. Apenas se exceptuarão os casos raros de indivíduos ligados a factos históricos ou quando se pense que seja possível uma reconstituição aceitável da planta.
Normalmente os cortes devem fazer-se de modo a não se notarem. O maior elogio que se pode fazer a um podador de árvores ornamentais é que não se perceba que a árvore foi podada. A forma da árvore é perfeita e portanto não é necessário corrigi-la no sentido estético nem fisiológico.»

«Se não há espaço para a árvore é preferível plantar só o arbusto, ou mesmo só a flor e não contar depois com a tesoura para manter com proporções de criança o gigante que se escolheu impensadamente.»
inA Árvore em Portugal de Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Telles (Assírio & Alvim, 1999. 2ª ed.) p. 161

Melhores cumprimentos

António P. Castro disse...

O direito à asneira...
Aconselho a D. Manuela a ir viver para lá na Primavera e verificar "in loco" se o aquele algodão vem ou não dos choupos. Gostará certamente de ficar com problemas respiratórios para o resto da vida, mas isso é lá com ela...
Quanto ao sr. Araújo, quando fala em "ignorantes sem senso estético", deve estar a ver-se ao espelho.

manueladlramos disse...

ó sr. António P. Castro, eu não disse que o algodão não vinha dos choupos... ora leia com atenção. Até indiquei um sítio onde pode (se quiser) informar-se sobre estas Árvores do algodão
Mas gostava de saber (as minhas motivações são sempre pedagógicas e com o objectivo de que as árvores sejam mais dignamente tratadas): Que acha do texto do Dr. Francisco Coimbra? E qual a sua opinião sobre o que diz o Engenheiro Ribeiro Teles.
Acha bonitas as árvores assim mutiladas?
Supostamente deviam estar lá por motivos ornamentais, não?

Post Scriptum:
Apesar de ninguém me encomendar o sermão gostava apenas de aqui referir que o meu colega Paulo Araújo sempre "gostou de chamar o nome às coisas" e no que toca a vandalismo nas árvores ainda fica mais ofendido que eu...
Comente sempre.

Antonio Silva disse...

Em relação à possibilidade de existirem outras espécies que distribuam o polen, causando a má imagem aos choupos, neste caso é practicamente (pode haver uma remota possibilidade) impossivel: são as únicas árvores naquele local.
O que eu coloco em causa não é a má localização das árvores, mas sim o seu estado fitosanitário, bastante deficitário (3 das árvores ai existentes acabaram por ser abatidas, devido ao seu estado).
Sem pôr em causa os beneficios ou os maleficios das podas drasticas, gostava apenas de colocar uma questão: o que se viria dizer se as árvores fossem abatidas?? Ou muito me engano ou o discurso mantinha-se: assasinos, selvagens, etc...

Antonio Silva disse...

Não foi considerada os estragos provocados nas raízes pela obras de recuperação da estrada alcantarilha-armação.
No meu entender, estes estragos fragilizou a resistência a ventos, tornando estas árvores, com mais de 10 metros, profundamente instáveis e com tendência para cair em cima da estrada.
Melhores cumprimentos

manueladlramos disse...

Caro António Silva
O pólen é deslocado pelo vento e nao provem apenas das árvores...
É verdadeiramente espantosa a quantidade de plantas que estão na época da polinização quando os choupos largam a suas sementes voadoras envoltas em algodão. Das oliveiras à simples relva... Se fossem erradicar todas...
Não tenho tempo para traduzir mas vale a pena a ler o seguinte artigo:
«"Does anyone else here really suffer from allergies when the seeds of Cottonwood are flying? I KNOW it is not the cottonwood but I am really curious as to what is pollinating at the same time.?

«That?s a very good question.
Around here, as the "cotton" (the seeds) of the female poplars (cottonwoods and aspens) and the willows is flying about, so is a good deal of pollen from different, unrelated species of trees. It is very common at this precise time that many people are suffering from extreme bouts of hay fever and often it is this "cotton" that gets the blame.
Some city arborists refuse to plant female willows or poplars because of their firm (if mistaken) belief that this "cotton" is really some kind of pollen. But it isn?t pollen; it is seed. It is NOT what is causing the allergies at that time.

By the time the seeds of the female willow and cottonwoods are flying, pollen from the males of these two species is already spent. However this flying of seed coincides with pollen release of many allergenic plants.

Out West this is the same time that the millions of urban "fruitless" male mulberry trees are shedding their highly allergenic pollen.
It is also the time that the olive trees are starting to release pollen.
The cypress trees and shrubs are releasing very large amounts of pollen at this time too, as are the many male Ailanthus trees.
At or about the same time the walnut trees are releasing a large amount of pollen, as are many species of hickory, butternut, and pecan.
Perhaps the most pervasive at this point are the oaks, many species of which are still at this time covered with staminate flowers and just loaded with pollen.

At the same time that the female willows and cottonwoods are releasing all that harmless fluff into the air, the birch trees have just finished shedding large amounts of pollen, much of which is still lying around on the ground.
In southern areas the alders often bloom twice (as will many birch and junipers) and the second bloom of the alders sometimes will coincide precisely with the flying of the "cotton."

Also to take into consideration is that by the point in the year when the cottony seeds of the willows and poplars starts to float about, most of the male maples and male ash, and a large number of other trees and shrubs have already released their own pollen. Unless this pollen was washed away by strong downpours of rain, much of it is still lying about, and is still causing problems, weeks or sometimes even months after it was released.

To add to all of the above, at precisely this same time, the grasses start to release pollen. The ornamental landscape clump grasses all produce huge amounts of pollen at this time, as do most bluegrass species, bentgrasses, Bahia grasses, and especially Bermuda lawns that have not been kept closely mowed. By the way, the newer hybrid Bermuda grasses are sterile and pollen-free, but not the old common Bermuda lawns by any means.

By the time this poplar and willow "cotton" is in the air, many people with allergies are already starting to suffer from "systems overload." There is so much pollen being released and so much just previously released, that it overwhelms the immune systems of many individuals. The result of course is allergy.

The sad thing about this whole affair is that all too often these female willows or female poplars, female cottonwoods, female aspens, they get blamed for the pollen from the male trees and then people cut them down! Since female trees have flowers that are electrically charged negative - (their roots are grounded) and since pollen from male trees picks up a positive + charge as they tumble about in the air, the two are mutually attractive. Female trees are powerful air cleaners, air scrubbers. Every female tree that is chopped down makes the air in that neighborhood that much more allergenic.
We need to protect our females!»

Transcrito daqui.
Incrível não é?

Quanto ao que diz sobre poderem eventualmente continuar a serem chamados "assassinos e selvagens" caso decidissem substituir as árvores, concordo que isso pudesse acontecer: a mentalidade das pessoas é realmente difícil de mudar e por isso é importante informar, divulgar, debater e optar pelo caminho mais correcto (independentemente do que nos apelidam ou não).
Não há nada como consultar quem verdadeiramente sabe e por isso mais uma vez indico os técnicos da Sociedade Portuguesa de Arboricultura (nós somos simples amadores ;-)
Cordialmente

Antonio Silva disse...

Peço então desculpa pela minha "gafe" no que se refere às polinizações das árvores e mais diversas plantas na primavera.
Sem querer sair da minha condição de "amador", eu compreendo esta situação: naquele caso era fazer uma poda drástica ou o simples abate!! Sinceramente, prefiro dar uma segunda oprtunidade às árvores do que simplesmente abatê-las. Repito que não concordo com este tipo de podas, mas sinceramente foi um mal menor. Se calhar se se avançasse para um abate, as pessoas que habitam à frente das árvores ficariam todas contentes, mas a população em geral viria esse abate como desnecessário, iniciando-se outra vez a conversa do "assasino, selvagem, etc".
Uma coisa é falar de árvores em terrenos particulares, outra é falar do património publico, com todas as responsabilidades a ele inerente.
Só mais uma nota: a SPA podia prestar esclarecimentos neste caso, mas certamente estes não seriam feitos de uma forma gratuita, e hoje em dia conhecemos a realidade financeira das nossas autarquias (infelizmente)...
Melhores cumprimentos

António P. Castro disse...

Conheço o local, há mais de 50 anos.
Antes de aquelas árvores ali existirem, não havia tal "algodão". Isto diz alguma coisa à D. Manuela?
Há largos anos que os residentes reclamam o abate dessas árvores, pelos incómodos, principalmente para a saúde, que elas lhes provocam.
Mais recentemente, o facto de algumas terem tombado sobre carros que passavam agravou a situação.
Ninguém é contra árvores no local, mas toda a gente que está a par do caso é contra AQUELAS árvores.
Percebeu, D. Manuela?
Agradeço-lhe os conselhos de leitura, mas pergunto: quem é que lhe disse que preciso de tais conselhos?
Não admite que haja pessoas que saibam mais do assunto que a senhora?
Passe bem também, que eu já vi onde estou... No reino de omnisciência, para não dizer da omnisapiência!!!

Antonio Silva disse...

Sr. Antonio Castro, com uma leitura mais atenta pode ver que o que os autores defendem não é a existênica do "algodão" no choupos, mas sim as suas consequencias. O que provoca as alergias não é o algodão, mas sim o pólen dos choupos e de outras árvores e não o algodão em si.
Espero ter contribuido para um melhor esclarecimento

manueladlramos disse...

Ò sr. António p. Castro o sr. para além de precipitado é também dado à exaltação... e por isso não lê as coisas com devido cuidado , ou nem sequer lê.
Eu nunca referi que o algodão não provem dos choupos (que até em inglês chamam "cottonwoods"- lá estou em a "armar-me" não é? ;-)

Mas pelos vistos não está interessado en conselhos nem acha que deles precisa e nisso confirma-se que está redondamente enganado (desculpe lá).
Só mais uma coisa: já reparou que de modo geral apenas trancrevo opiniões de profissionais?
Os meus únicos méritos (se é que tenho alguns) é mesmo admitir que há pessoas que sabem muito mais do
que eu sobre estes (e outros) assuntos e deliciar-me a aprender (e gostar de transmitir isso ;-).
Não fique tão zangado pois sé estamos aqui para conversar!

António Silva disse...

Só um pequeno reparo: o problema é que não existe apenas uma realidade absoluta. Existem diversas realidades, tal como existem diversas soluções para fazer frente a essas realidades.
Temos de estar preparados para aceitar realiades que colidem com as nossas opniões, tal como também devemos ter o conhecimento de causa das diversas situações se o objectivo fôr fazer a análise da situação.
Espero não estar a ofender ninguem com este comentário.

Alexandre Leite disse...

"...No reino de omnisciência, para não dizer da omnisapiência!!!..."
Eu cá acho que a Manuela está a mostrar que veio do reino da OmniPaciência!!! No meu bairro também já nos livramos de um desses choupos que "fazem mal à saúde"! Isto agora até se respira melhor! E no Verão vai ser cada banho de sol!!! Faz bem à pele! Ao contrário da sombra, que puxa mais para as bronquites! Assim está bem!

Marisa Moreira disse...

Caros amigos,

Sou técnica de um municipio e "atrevo-me" a dar a minha modesta opinião.
Efectivamente, e como técnica já o fiz , quando existe um risco muito grande ( por convergência de alguns factores) de queda ou de perigosidade das árvores, a melhor solução é o abate - salvo raras excepções.
Neste caso, parece-me que existiu falta de coragem para assumir a realidade. Todos sabemos como é o comportamento do choupo! Assim, e na minha modesta opinião, quando procederam ao arranjo dos passeios deveriam ter equacionado a remoção dessas árvores e plantação de outras ( outra espécie provavelmente).Pessoalmente sou contra a poda radical e extrema. È uma pratica - infelizmente comum - por muitas razões, mas na minha opinião a comodidade politica e social da operação é a maior delas.
Um abraço amigo!