2.8.06

Fábula sizenta do Lobo e da Avozinha

(Depois dos Aliados, chega em Novembro a vez de Vidago...)

Capuchinho Vermelho nunca se arrependeu de ter adjudicado ao Lobo a requalificação da Avozinha. Desde então pode, sem vergonha, passear de braço dado com ela nas praças da cidade. Quem conheceu as rugas e a doçura da Avozinha, o buço que lhe sombreava o lábio, admira-lhe agora a face lisa e escanhoada, fixada num meio-sorriso altivo; o cabelo, antes alvacento e repuxado em concha atrás da nuca, cai agora, liso e sizento, sobre os ombros já não cobertos por coçado xaile de lã. Desapareceram os pavorosos vestidos de cores claras estampados com padrões florais para darem lugar ao sóbrio minimalismo de uma blusa e mini-saia sizentas às riscas. O chlop-chlop arrastado das chinelas foi substituído pelo percutir seco dos sapatos altos. E que dizer das intermináveis histórias do seu tempo que a Avozinha infligia a quantos ouvintes agarrava, enquanto Capuchinho, vermelha agora de embaraço, lhe ia puxando pela manga? A Avozinha, felizmente, já não conta histórias, pois a requalificação mudou-a por dentro e por fora: na verdade pouco fala, quase se limitando a discretos gestos de assentimento; só uma vez por outra deixa escapar que ouve, lê e concorda com os nossos maîtres à penser da TV e das colunas de opinião dos jornais.

Capuchinho Vermelho está mesmo muito contente com a sua Avozinha requalificada, e não perde nenhuma ocasião para recomendar os serviços do Lobo às suas amigas. Há só dois ínfimos grãos de areia que não chegam a emperrar a roda da sua felicidade. O primeiro é a mini-saia da Avozinha, realmente muito curta; mas, ao reparo que Capuchinho lhe fez, o Lobo apenas resmungou «está bem assim, depois cresce». Capuchinho nem se atreveu a sugerir ao Lobo que, não aceitando ele alongar a mini-saia, bem poderia ter trabalhado mais as pernas. O segundo grão de areia manifesta-se à noitinha, quando Capuchinho e Avozinha, sentadas no sofá lado a lado, de comando em riste, vêem o plasma de grande formato saltar de canal em canal como antes viam saltar as chamas na lareira; é uma dúvida que inquieta Capuchinho por instantes: será esta Avozinha, que não parece guardar qualquer memória do seu passado (mesmo do passado que ela e Capuchinho viveram juntas), a sua verdadeira Avozinha, carne da sua carne, sangue do seu sangue? Mas logo Capuchinho varre esta dúvida como pieguice absurda. Seja ou não ela a sua verdadeira Avozinha, é indiscutivelmente esta a Avozinha que a contemporaneidade exige.

9 comentários :

Anónimo disse...

A fábula está óptima. O meu receio é que dizendo que era apenas um lifting, tenham mesmo matado a avozinha e lá colocado uma jovem de origem incerta, demasiado parecida com tantas outras, cheia de silicone e "armada em moderna"... Resta-nos o cavalo do D. Pedro com a retaguarda voltada para o capuchinho vermelho e alto e indiferente ao cizentismo do lobo. Rio Fernandes

Anónimo disse...

A fábula está, realmente, óptima, só que não é fábula. É a triste realidade.

M.R.L.

Anónimo disse...

variação em si menor:
«...é indiscutivelmente esta a Avozinha que uma certa contemporaneidade exige.»

Manuela D.L.Ramos disse...

«O romantismo tardio
Inauguro Agosto no Vidago. Um vendaval ? não um incêndio ? destruiu mais de cem árvores há uns dez dias. Sobram muitos pinheiros, cedros, castanheiros, carvalhos. Estas sombras do Verão acompanham-me desde a adolescência: parques, matas, colinas cheias de árvores, piqueniques à beira do Tâmega, mergulhos no rio. O hotel, um dos mais bonitos de Portugal, vai fechar em Novembro próximo ? e reabrir só depois de 2008. Arquitectos famosos vão tomar conta desta paisagem, o que significa que vai desaparecer um dos últimos lugares do nosso romantismo tardio. Olho para os cedros e é como se fosse uma despedida.»



« Já não há milagres
Francisco José Viegas, neste post, olha «para os cedros» do parque de Vidago «e é como se fosse uma despedida». Como ele diz, «arquitectos famosos vão tomar conta desta paisagem, o que significa que vai desaparecer um dos últimos lugares do nosso romantismo tardio».

A remodelação dos parques de Vidago e Pedras Salgadas ? parte de um «grande projecto» com a assinatura de Siza Vieira ?, a ser concretizada, alterará sem sombra de dúvidas a paisagem mítica e real da minha infância (a das Pedras). O historial recente do arquitecto Siza Vieira, com as intervenções polémicas em Madrid (projectada) e na portuense Avenida dos Aliados (concretizada) não augura nada de bom. Madrid teve a contestação que teve e desconheço qual o rumo actual do projecto. O desastre do Porto está disponível para o olhar e a sensibilidade de quem o queira ver. Suponho que as árvores que ficarem de pé em Vidago e Pedras deverão considerar-se afortunadas por não colidirem com os superiores desígnios da «grande» arquitectura.

Há dias, na companhia distante e extasiada de um conjunto de ingleses, pude saborear de novo o parque da Vila do Gerês, outro exemplo de romantismo termal. Logo na entrada, a placa que cita Miguel Torga: «Tutelados pela montanha, dois milagres entrelaçados: o milagre do que estava e o milagre de não o estragar.» Este mote dificilmente entraria no programa das remodelações anunciadas pela Unicer, actual proprietária do património termal das vilas de Vidago e Pedras.

De resto, as populações destas localidades, habituadas há longas décadas a depositar de braços cruzados o seu futuro nas mãos dos sucessivos e desinteressados proprietários dos aquíferos, não oferecerão qualquer resistência à destruição da memória e do património. A simples promessa do investimento assegura a manutenção em alta das expectativas ? os pormenores do projecto são coisa de somenos. Torga, tão do orgulho costumeiro das nossas gentes, seria aqui relegado com agilidade.

No caso das Pedras Salgadas, os sucessivos executivos autárquicos, com o beneplácito dos contribuintes, se encarregaram de destruir o carácter termal da vila, na parte que lhes competia. A Avenida Lopes de Oliveira (a artéria principal da terra, que conduz à entrada pedonal do Parque) viu os largos passeios e o frondoso arvoredo darem lugar a um urbanismo suburbano. Antes de preservar as características que distinguiam a terra de outra qualquer parvónia, havia que dar lugar ao estacionamento automóvel, essa excitação recorrente de populações e autarcas. De igual modo, a antiga Avenida da Estação (onde floresceu, em espaço indistinto, o único restaurante que aliava a tradição termal a uma modernidade pouco provinciana, o ?Conde?), com o seu carácter velado, protegida da estrada nacional por uma fila de árvores de grande porte e um muro de granito, deu lugar a uma despida rua anódina e a uma praceta que dissocia o que olhos vêem de qualquer imaginário termal.

Segundo as minhas ultimas conversas (muito pouco representativas, certamente), a defesa empolgada desta forma de «desenvolvimento» esmoreceu, e anos depois da asneira já há quem perceba a diferença entre o que estava e o que está.

Mas é tarde. Afinal, Pedras Salgadas alienou os seus pergaminhos em favor de uma ideia mais consentânea com os projectos de Siza Vieira: o concelho de que aquela vila faz parte pretende ser conhecido como «a capital do granito». E, sendo verdade que esta matéria-prima é largamente explorada na região, é provável que depois da intervenção de Siza Vieira o epíteto ganhe uma nova e inquestionável força.»

Jorge Ricardo Pinto disse...

Há posts e posts. É por causa de textos como este que vale a pena ler alguns blogs. Na mouche do princípio ao fim.

Manuela D.L.Ramos disse...

Adenda:
O Romantismo Tardio foi escrito por Francisco José Viegas e publicado mo blogue A Origem das Espécies e Já não há milagres é da autoria de Rui Ângelo Araújo e pode ler-se no blogue Os Canhões de Navarone.

Manuela D.L.Ramos disse...

Ver apresentação do projecto em AQUANATURE- Parques de Vidago & Pedras Salgadas

Anónimo disse...

VMPS
Era uma vez uma empresa chamada Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas. Embora fossem todas estâncias termais, Melgaço estava ali, no meio, provavelmente por soar melhor. Vidago e Pedras – como era coloquialmente conhecida – eram, sem dúvida, as jóias da coroa. Pedras, pelas suas águas que já faziam parte da fraseologia popular, Vidago também pelas águas mas, muito mais, pelo seu parque, pelo Palace Hotel, pelo ambiente de serenidade que criava. Eram jóias mas Vidago, sem dúvida, era o diamante.
A Vidago existiu numa época em que as empresas tinham caras, tinham donos, eram mais que simples cotações de bolsa. A Vidago era de algumas pessoas, entre as quais o Conde de Caria Bernardo Mendes de Almeida, António Carneiro Pacheco e, particularmente, de Raul de Oliveira, conhecido empresário do Porto e do Dr. João Serôdio, de família igualmente ilustre e com raízes transmontanas, por sinal próximas de Pedras Salgadas.
Raul de Oliveira e João Serôdio olhavam para Vidago e Pedras com olhos diferentes da maior parte dos seus sócios. Eram donos, mas sentiam que as vicissitudes da vida que lhes levara estas termas às mãos traziam algo mais que uma mera forma de gerar dinheiro; traziam também a responsabilidade de cuidar da cultura, da memória e da história daqueles lugares que mais de meio século de vida fazia circular entre aquelas árvores de copas gigantescas, deixando marcas em todos os que tinham a felicidade de ali entrar e estar.
Pelos acasos que acontecem, aqui e ali, no final da década de 1950 conheceram um arquitecto jovem, na casa dos 30, que contrataram para realizar alguns projectos de remodelação das unidades de engarrafamento. Mas depressa repararam que o feitiço que os agarrava a Vidago e Pedras, levando-os a discutir energicamente com os outros sócios sobre as verbas a destinar à manutenção das instalações termais e dos hotéis, também se apoderara desse Arquitecto Jorge Moreira da Costa. E dos trabalhos mais rotineiros passou-se a outras obras de maior fôlego: remodelar os Hotéis Avelames e do Parque em Pedras, do Hotel do Golfe já em Vidago e tratar da manutenção do Palace.
No Palace, que fechava durante o Outono e Inverno, o trabalho era quase de relojoaria: recuperar frisos e gessos de tectos, apainelados, soalhos e caixilharias de carvalho, a imponente escadaria do átrio de entrada. Também tinha algo de arqueologia, quando aqueles donos mais especiais, o Arquitecto e um funcionário dedicado chamado Senhor Canelas, que até vivia numa casa dentro do parque, se aventuravam nas enormes caves do hotel descobrindo pianos Bechstein empilhados a um canto, ânforas de alabastro, candeeiros do início do século e garrafas da reserva do hotel, sem rótulo e só com data longínqua, que iam acompanhar o jantar a quatro no enorme salão, sozinhos mas satisfeitos, antes da viagem de regresso ao Porto.
O Palace era um hotel para aquistas mas também para famílias. Muitas vezes avós que procuravam as águas das buvettes, em copos graduados de forma oval, nada parecidos com o copo do Rei D. Carlos (ou D. Luís, já não me lembro) que estava numa vitrine na exótica Fonte Vidago I. Avós que traziam os seus netos e que precisavam de divertimento para eles. E surgiu a piscina do Palace.
Atrás e à direita do hotel havia um espaço onde o monte parecia descansar. Mais plano, com menos árvores, o local ideal para construir uma piscina de formas arredondadas, suaves, ajustando-se ao terreno e contornando o arvoredo, própria para crianças e adultos, discreta e respeitosa perante a majestosidade do Palace, ali a 20 metros. Há locais onde apenas se entra convidado e, nesses, é de bom tom não fazer barulho.
Durante mais de duas décadas, Vidago, o Palace e a sua piscina foram dos maiores símbolos do termalismo português. O parque, santuário de flora exuberante com algumas espécies únicas; o campo de golfe de montanha, também ímpar e estimado pelos jogadores que ali se deslocavam de propósito para defrontarem um original desafio às suas capacidades; o hotel sempre primoroso e remodelado para ampliar o número de quartos no último andar, permitindo acessibilidade a bolsas menos recheadas mas que precisavam, também, das águas, dos banhos, da paz, do descanso. O Palace não seria para todos mas também não deveria ser só para uns poucos privilegiados.
Mas, como sempre acontece, o tempo correu e as coisas foram mudando. Os donos especiais foram partindo, os interesses dos restantes, que sempre tinham olhado para Vidago e Pedras com fito no lucro e pouco mais, voltaram-se para outros negócios, como a Fruto Real, que queria concorrer com a Sumol, a Cergal que queria ser a nova Sagres. As estâncias passaram a servir praticamente só para recolher e engarrafar água, o maná. Os hotéis, os parques, as piscinas, foram decaindo e deixadas ao abandono. O Arquitecto continuou a procurar convencer os donos da importância de manter Vidago e Pedras, mas já estava sozinho.
Nessa altura, a VMPS foi vendida ao empresário Sousa Cintra. O Arquitecto Moreira da Costa, que ainda esteve em algumas reuniões onde se falava de grandes investimentos, de fazer isto e mais aquilo, cedo percebeu que eram palavras ocas. Vidago e Pedras continuavam quase desertas, os hotéis arriscavam-se até a perder as suas estrelas. Era demais. Nunca mais lá voltou.
Mais recentemente, pela viragem do milénio, leu que a VMPS tinha sido comprada pela Unicer. Empresa de rosto novo, dinâmico, com ideias para revitalizar as jóias tão esquecidas por tanto tempo. Já não seria ele a tratar disso mas eram notícias interessantes. E viu escrito que um Colega de renome, Álvaro Siza Vieira, tinha sido contratado para liderar o projecto.
Nunca soube nada sobre o que se passava. Nenhum telefonema, nenhuma pergunta, nenhuma interrogação, nenhuma curiosidade em ouvir o seu saber, um pedido para mergulhar nos arquivos de milhares de desenhos que contavam as suas histórias, a história de Vidago e das Pedras. Até que partiu também, em 2006, um ano antes de surgir numa revista uma maquete onde, no lugar onde a piscina que o seu traço tinha desenhado, com as linhas empurradas pela aragem que a floresta deixava passar, surgia um novo edifício, um SPA, mais de acordo com as modas de pendor elitista de hoje. Um edifício com a traça do mediático profissional, onde as linhas curvas e fluidas eram substituídas por outras rectas, angulosas. Ao contrário da piscina do Arquitecto Jorge Moreira da Costa, que quase pedia desculpa à montanha por se intrometer, este é um edifício que parece querer afirmar, alto e bom som, que aquele lugar é o seu, o resto que se afaste.
Quem ainda cá está e partilhou muitas viagens, muitas tardes a conhecer os recantos da montanha, a explorar os caminhos escondidos, viu a fotografia e procurou perceber o porquê de destruir, o porquê de cortar com a memória, o porquê de fazer tábua rasa da bandeira agora tão frequentemente agitada, e ainda bem: reabilitação. Conseguiu uma entrevista com o projectista. E, nessa conversa… Porque não havia mais espaço, para não deitar árvores abaixo… A piscina estava em mau estado embora pudesse ser recuperada… Mas aquele era o único lugar. Foram as justificações. Apesar de saber que o local mais livre era, exactamente, do lado oposto, à esquerda do Palace, não discutiu. Agradeceu o tempo disponibilizado e veio embora.
No dia seguinte, do secretariado dos novos proprietários disseram-lhe que a piscina já tinha sido demolida. Incrédulo, correu para Vidago. Mesmo com o parque vedado recordou-se dos carreiros que percorrera e que o levavam a todo o lado e foi ver, de cima do monte, o local da piscina. E era verdade. A piscina desaparecera. Várias das árvores com ela. Da estalagem, construída para manter a estância aberta na época baixa e onde existia uma sala de jantar com paredes de xisto e também um fio de água que escorria pela montanha, apenas a recordação.
Como muitas outras histórias, esta teve um fim triste. Nem as regras da deontologia profissional nem a obrigação moral de uma empresa que não é, propriamente, a mercearia da esquina, serviram para, pelo menos, procurar encontrar o autor de uma peça de época, bela, excepcionalmente integrada, e ter um acto de cortesia, de nobreza. Dar-lhe a conhecer, em primeira mão, o que se planeava e porquê daquele modo. Ao contrário dos antigos donos que telefonavam ao Arquitecto de madrugada e diziam “Vamos para Vidago!”, nenhum dos novos senhores ainda percebeu o privilégio e a responsabilidade que têm nas suas mãos. E basta sentarem-se na escadas do Palace, voltarem-se para o lago, fechar os olhos, respirar fundo, ouvir e sentir…
Resta a certeza que no futuro, talvez não tão longínquo como isso, a montanha vai voltar a recuperar o espaço que abriu para a Piscina do Palace. As árvores que a aconchegaram e adoptaram e, mais tarde, a acompanharam no seu abandono e final, vão acabar por ser mais fortes que o bloco urbano que ali se vai intrometer, forçando a entrada, querendo elevar-se e destacar-se, sem concorrência. Que presunção… Ninguém nem nada é mais forte que a Natureza.

Jorge Moreira da Costa, Eng.

PS: O Arquitecto Jorge Moreira da Costa, mesmo com a discrição que caracterizou toda a sua vida profissional, tem direito a quatro referências no Inquérito à Arquitectura Portuguesa do Século XX, realizado pela Ordem dos Arquitectos no ano passado ( http://iapxx.arquitectos.pt ), infelizmente apenas uma correctamente atribuída - as Piscinas Municipais de Santa Maria da Feira. São também seus os projectos da Biblioteca Municipal da mesma cidade e de duas outras obras, cuja correcção de autoria já foi pedida por várias vezes à OA e que, parece, finalmente vai ser efectuada.
As outras duas obras são de Vidago e Pedras. Em Vidago, o Posto de Turismo do centro da Vila, que ainda se encontra em utilização, embora a precisar de alguns cuidados. E, em Pedras, a segunda piscina que projectou para as termas. A Piscina do Palace não está mencionada, por mais estranho que pareça.
A Piscina de Pedras é, também, uma obra de época. Aproveitou parte de um lago, tinha mais condicionantes, afastada dos hotéis, havia menos com que trabalhar. Não tem o carisma da de Vidago mas ainda lá está. Sozinha, a precisar de restauro, mas igualmente com memórias guardadas nas suas paredes e plataformas, vizinha de um minigolfe em terra batida e percursos originais, cujas formas ainda se conseguem vislumbrar, por quem o conheceu, sob as camadas de anos de folhas e vegetação caída. Se foi a insensibilidade que levou à destruição da pérola de Vidago, pelo menos que algum rebate de consciência possa levar a salvar esta.

Anónimo disse...

Boa tarde a todos,

Deixo apenas uma pequena correcção.
O nome do projecto é Aquanattur (água, natureza e turismo) e não Aquanature.
Parecendo que não pode fazer a diferença!
Grato pela vossa atenção