17.11.05

Carvalhal no Outono- Tibães

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Quercus robur na cerca do Mosteiro deTibães - Novembro 2003

«No idioma usual e moderno "mata de carvalhos" diz-se carvalhal, e às vezes souto; mas no Minho usa-se em algumas terras devesa, como lá tenho ouvido, e já no foral de Pedroso (Gaia), de 1271, se lê: "nulllus homo amputett quercum in nulla defessa(m)" (Leges , p. 724); na mesma província do Minho ouvi carvalheira (Melgaço, V. N. da Cerveira) por "souto de carvalhos", e diz-se também, ou deve-se ter dito, carvalhal, que é corrente na toponímia minhota. Em Seia, a par de carvalhal, diz-se moita, como sinónimo. (...)»
José Leite de Vasconcelos, Etnografia portuguesa: tentame de sistematização. Lisboa : IN-CM, 1958-1988, vol. II, p.66

2 comentários :

mdferreira disse...

Bom, toca lá a aprender: eu moro nas Devesas: tem alguma coisa a ver com carvalhos?
O Dicionário Universal da Porto Editora diz:
"Devesa:(lat. defense, defendida, protegida )s.f. coutada; alameda que delimita um terreno; mata cercada; tapada; souto;quinta murada.
Curiosamente o Cândido de Figueiredo não reconhece a palavra, tem apenas devesal; é estranho...

Anónimo disse...

Cá em Braga dizemos "Mosteiro de Tibães". Convento ou mosteiro é a mesma coisa, mas é assim que dizemos... Na mata fazem-se passeios a pé, muito interessantes em qualquer altura do ano. Coisa para um par de horas. A quinta também tem muito interesse. Não falando do mosteiro, em si mesmo, claro... E aqui, mesmo ao "ladinho" de Braga...
José Batista