4.12.06

Os nomes das árvores- Liquidâmbar


Liquidambar styraciflua- Palácio de Cristal, Novembro 2000
Nestas fotografias podem ver-se os ramos caracteristicamente suberificados, as folhas parecidas com as dos áceres e o frutos aglomerados.

No Porto, os liquidâmbares são muito usados como árvores ornamentais. Encontram-se alguns de porte notável- destacando-se entre esses o monumental exemplar do Jardim Botânico, a belíssima alameda de Serralves (já aqui retratada em Novembro e em Dezembro ) e os da Rotunda Boavista . Dificilmente passam despercebidos no Outono e não deve haver nenhuma outra folhosa que ostente, por vezes simultaneamente, uma tão grande variedade de tons de verde, amarelo, laranja, vermelho.

São quatro as espécies que o género abriga: duas da China, uma da Ásia Menor e uma da América do Norte. A espécie americana, Liquidambar styraciflua > , é a mais usada como árvore ornamental, na Europa onde aportou proveniente da Virgínia, no início do século XVIII.

Tal como em Espanha > , entre nós é conhecida por árvore-do-âmbar e sobretudo liquidâmbar, termo homónimo da designação científica para o género, utilizado pela primeira vez em francês por Dalechamps > , na Histoire générale des plantes > em 1615, como conta J. Brosse no seu Larousse des Arbres et des Arbustes.

Conhecida no continente norte-americano por sweetgum, os franceses chamam-lhe, para além de liquidambar, copalme d'Amérique. Em azteca copali designava genericamente a resina extraída de certas árvores- significado idêntico ao de "styrax" de que deriva"styraciflua", o designativo da espécie. Tanto a designação científica como os nomes vulgares aludem a esta seiva balsâmica cor de âmbar, a sua resina aromática, uma goma utilizada em perfumaria e farmácia sob o nome de estóraque*. Refira-se, por curiosidade, que foi usada na experiência que levou à descoberta acidental do polistireno > .

Outras designações > para o liquidâmbar e para a sua madeira > .

*O termo também se usa para designar resinas provenientes de outras árvores: pertencentes ao próprio género Styrax > e, segundo esta fonte > , a resina do Myroxylum balsamum.

7 comentários :

Anónimo disse...

È uma árvore sem igual, principalmente nesta altura do ano, um eficaz tratamento de cromoterapia para combater todo tipo de angústias.

Francisco Oliveira disse...

Há também uns exemplares de grande porte na estrada da circunvalação, a seguir à rotunda dos Produtos Estrela indo em direcção ao mar.

Ponto Verde disse...

Sempre belissimo este vosso blogue, nóa analisamos a bicicleta na Europa e cá...

Saudações

Carlos Sêco disse...

Antes de mais nada, muitos parabéns por este blogue. Quanto à liquidâmbar, de facto é uma árvore belíssima. No que diz respeito à semente, quando está disponível? Onde posso arranjar exemplares desta espécie?

lenço de papel; cabide de simplicidades disse...

Gostava de saber como distinguir o liquidâmbar do acer, porque a folha é quase igual.
E continuo a dizer a toda a gente para vir a este blog que é o melhor da blogosfera

Ana disse...

1020Penso que na circunvalação as árvores existentes a que o Francisco de refere são Platanus x hispanicos

Anónimo disse...

em Buenos Aires (Argentina- América do Sul ) há muitas destas árvores também...