2.5.08

Olhos azuis de gato


Pentaglottis sempervirens

Eis uma daquelas plantas que, juntamente com a Omphalodes nitida, podemos incluir na categoria dos miosótis-para-principiantes: não são miósótis, mas pertencem à mesma família e têm flores muito semelhantes; quem as confunde com eles é porque já tem uma ideia muito aceitável de como devem ser as flores de miosótis. A diferença mais óbvia é que estas têm em geral centro amarelo, enquanto que as flores da Pentaglottis e da Omphalodes têm centro branco. Ultrapassada essa etapa, só falta fazer a distinção entre as duas últimas plantas, ambas muito comuns em Portugal; e isso até uma criança consegue se prestar atenção às folhas: as da Pentaglottis são peludas, baças e de margens dentadas; as da Omphalodes são lustrosas e de margens lisas.

A Pentaglottis sempervirens, que em português recebeu o simpático nome de olhos-de-gato, é a única espécie do seu género: herbácea robusta, de raízes profundas, pode atingir um metro de altura. Originária da Península Ibérica e do sudoeste de França, naturalizou-se em boa parte do continente europeu e também nas regiões costeiras da América do Norte. O nome Pentaglottis refere-se às cinco saliências (ou línguas) à volta do tubo central da flor.

1 comentário :

Paulo disse...

Agora fiquei na dúvida. Há uns dias pensava que tinha visto a Omphalodes nitida a caminho do Bom Jesus, mas se calhar eram estes olhos de gato. Não tive oportunidade de ver as folhas de perto e com a devida atenção...