4.6.08

Fidalguinha-de-Bragança


Centaurea paniculata

Das quase quinhentas espécies do género Centaurea, cerca de vinte são espontâneas em Portugal. Depois de termos mostrado uma que vive à beira-mar, é de bom tom darmos lugar a outra que vem do país profundo, essa porção ignorada do território nacional que começa a 60 ou 70 quilómetros da costa e se arrasta inutilmente até Espanha. Trata-se de uma filha de Bragança - que, supomos, obteve licença materna para viajar e encontrámos na berma da estrada às portas de Amarante.

Em rigor, talvez esta Centaurea paniculata não tenha vindo exactamente de Bragança. O mapa de distribuição da espécie na Flora Digital de Portugal indica que, em Portugal, ela se concentra em Trás-os-Montes, espalhando-se ainda por algumas franjas adjacentes. Alguma razão, porém, haverá para o nome fidalguinha-de-Bragança que lhe é atribuído. Talvez seja nessa região que a planta é mais acarinhada.

As centáureas têm fama como ornamentais e como produtoras de néctar melífero. A nossa fidalguinha não é das mais prendadas do seu género, e não nos consta que seja cultivada em jardins. Com o seu aspecto desgrenhado e floração pouco vistosa, facilmente se deixa confundir com um cardo, apesar de não ter espinhos. Mas, como gostamos de cardos, tal semelhança de modo nenhum a desmerece a nossos olhos.

1 comentário :

Anónimo disse...

Já conhecíamos "A Pequena Mulher a Caminho" hoje chegou a "Fidalguinha -de -Bragança"(de penteado medieval e traje ultra-mderno)De repente lembrei-me da" Menina a Caminho" um óptimo livro de um escritor brasileiro chamado de Raduan Nassar.