2.2.10

Nardo-da-montanha


Valeriana tuberosa L.

Esta valeriana aprecia solos cálcários de charnecas mediterrânicas. É vivaz, alimentando-se no Inverno de um tubérculo. Acorda na Primavera, exibindo então um ramalhete de folhas basais de margens inteiras, ovado-oblongas, e um talo com mais algumas folhas a meio, desta vez penatissectas. No topo deste caule nascem, no Verão, os corimbos de flores perfumadas e melíferas.

Cada flor tem 5 a 15 sépalas em cálice - que se transformam no pappus do fruto -, cinco pétalas unidas numa corola em funil de base inchada, três estames e um estilete longo. A polinização está a cargo de borboletas e abelhas. O fruto é uma semente com um penacho no topo (o tal pappus), num arranjo que faz lembrar um pára-quedas.

Segundo William T. Stearn, valeriana deriva do latim valere, são, em alusão ao uso medicinal das raízes da erva-dos-gatos, V. officinalis L., no tratamento tradicional de perturbações do foro nervoso. Nessa função, terá sido famosa em tempos medievais, mitigando a histeria das cruzadas. Cremos que bastará ver as flores para os mais achacados experimentarem melhoras imediatas.

Sem comentários :