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19/02/2007

Magnólia monumental - Casa da Ínsua

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A julgar pelas do Porto, a magnólia monumental dos jardins da Casa da Ínsua deverá estar no auge da sua floração (e o mesmo será de esperar das camélias).
Agora, quem quiser, poderá ler on line (Fundo Antigo - FCUP> ) a descrição de José Marques Loureiro, publicada em 1890, no Jornal de Horticultura Prática, destes jardins e matas verdadeiramente notáveis pela beleza, porte e antiguidade dos seus espécimes. Esta magnólia - que curiosamente não é por ele referida - ostenta *uma placa com a data de 1842!

Ou pelo menos ostentava quando tirei estas fotografias no ano passado em Março, por ocasião da memorável visita às camélias da Beira Alta, organizada pela secção portuguesa da Sociedade Internacional das Camélias > .

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Post dedicado

19/03/2006

Actividades de substituição



Diz quem viu e sabe que neste tanque circular, na Casa da Ínsua, «crescem nelumbos, planta aquática da família dos lótus vulgares, extremamente rara nos nossos jardins». No Inverno a planta ainda mais rara se faz, dela não sobrando qualquer amostra à tona da água. Fica assim meses a fio uma infra-estrutura valiosa à míngua de utilização, afligindo pelo mau exemplo quem tem por missão gerir e optimizar. O que vão fazer os peixes do tanque, que não hibernam nem cessam de rodopiar, para ocuparem proficuamente esse seu excesso de tempo livre? Convocadas de surpresa, as camélias estiveram à altura do desafio: ei-las já flutuando em actividades de substituição.

18/03/2006

Grandeza e graça


Casa da Ínsua, Março de 2006. Lago com jarros-de-jardim (Zantedeschia aethiopica) e rua do buxo

Na Casa da Ínsua há várias ruas que não são requalificadas há duas centenas de anos. Um «desleixo» que os poderosos-de-pequena-arte não deixariam medrar mas que muito apreciámos na nossa recente visita a esta quinta.

Numa carta de 1909, transcrita por Sousa Viterbo em A jardinagem em Portugal (1909), o então proprietário da Casa da Ínsua, Manuel de Albuquerque, descreve em detalhe alguns desses caminhos: «As principaes ruas têem 4m,40 (4 varas) de fórma que pódem ser percorridas facilmente de carruagem. Essas ruas são todas arborizadas, sendo as mais notáveis uma rua de buxo, formando abobada, plantada em 1775, com 300 metros de comprimento em linha recta, uma de Cedros do Bussaco, provavelmente da mesma data, uma de Palmeiras, uma de Avelleiras e outras de Carvalhas.»

E Ílidio Araújo, em Quintas de recreio (1974), acrescenta: «Os arruamentos das matas, formando extensas galerias de belíssimo efeito, são conhecidos por nomes diferentes, na sua maior parte nomes das senhoras da família e das relações do proprietário (...). Uma das mais belas ruas é a chamada Camila de Faria, numa extensão de 340 metros. É toda guarnecida de Cupressus glauca, cujos troncos apresentam uma altura de 50 metros, e uma circunferência na base de 3,70m.»

Juntemos-lhes a Rua Emília, a Rua Laura, a Rua Luísa e a Rua Maria, ornamentadas por monumentais exemplares de Laurus nobilis, Populus pyramidalis ou Eucalyptus globulus, sem uma rotunda para embalar o trânsito ou um viaduto para o fazer voar, e temos um cenário de pesadelo para os arautos do progresso cimentado e alcatroado. Que o Portão da Sereia da Casa da Ínsua nunca saúde tais convidados.

[Citações extraídas do livro Jardins com História, editado por Cristina Castel-Branco]