23.1.07

Orquídeas de Inverno

No sábado rumámos a Coimbra para visitar (se possível) a exposição Transnatural no Museu Botânico da Universidade de Coimbra. Tocámos repetidamente à campaínha do Museu; encostámos depois a orelha à porta para verificar se sentíamos passos no interior; de seguida interrogámos o vigilante do Jardim Botânico sobre o horário da exposição. Nada resultou. Pelos vistos, e apesar de a inauguração ter sido num sábado, ela só se pode visitar de 2.ª a 6.ª às horas normais de abertura do Museu.



Aproveitando o dia soalheiro, entrámos no Jardim Botânico, que tinha duas magníficas surpresas à nossa espera: um dos terraços usualmente vedados ao público estava de portão aberto; e dentro dele dois belíssimos exemplares do género Bauhinia, o das folhas com formato de pata de camelo, estavam em flor.

A flor com três estames é da espécie B. purpurea (embora a etiqueta indique tratar-se de uma B. acuminata, que dá flores brancas); a de cinco estames, e pétalas que se sobrepõem, é da espécie B. variegata. Para compor o cenário de Oh!s e Ah!s só faltou um colibri, que tanto aprecia estas flores; mas veio olhar-nos um esquilinho castanho, magrito mas sem medo, admirado com a nossa alegria.

4 comentários :

Anónimo disse...

E são grandes as Bauhinias de Coimbra? Sabe a idade? Por aqui só conheço árvores muito pequenas. As sementes germinam com muita facilidade, e o crescimento é dos mais rápidos que tenho visto(mesmo no Inverno) não compreendo porque é que não existem mais e maiores.

Anónimo disse...

A um Sábado, que inconsciência da vossa...

Maria Carvalho disse...

Não sei as idades destas duas Bauhinias; têm cerca de 2 a 3 metros de altura e copas avantajadas.

Anónimo disse...

Que tristeza!
E nem sequer tem a consideração de colocar um cartaz a avisar!


Hoje as notícias não são animadoras:
http://dn.sapo.pt/2007/02/05/cidades/jardim_botanico_coimbra_devera_passa.html
«Jardim Botânico de Coimbra deverá passar a cobrar entradas
João Fonseca

O Jardim Botânico de Coimbra deverá reabrir aos fins-de-semana e feriados, mas com cobrança de entradas, que, admitem os responsáveis da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade (FCTUC), também poderão passar a ser pagas nos restantes dias da semana.

Este sábado e domingo o emblemático espaço da Alta da cidade já não abriu, por falta de verbas. "O corte orçamental para 2007 inviabiliza o pagamento de alguns serviços e obriga a direcção a tomar decisões muito difíceis, mas inevitáveis", disse, ao DN, a presidente do Departamento de Botânica da FCTUC (em que se integra o jardim), sublinhando que o orçamento do departamento para este ano (da ordem dos 90 mil euros) foi reduzido para cerca de metade, em relação a 2006.

O funcionamento do Botânico aos fins-de-semana e feriados era garantido por uma empresa de segurança, mas isso implicava um dispêndio de cerca de 20 mil euros por ano.

Este montante somado aos 70 mil euros só para energia eléctrica, água e gás para as estufas, esgotaria a verba disponível, diz ainda Helena Freitas.

A alternativa é, para a direcção da FCTUC, cobrar entradas, possibilidade que admite levar à prática "dentro de dois ou três meses", altura em que prevê reabrir o Jardim aos sábados e domingos, mas sem ingressos gratuitos nestes e nos restantes dias da semana.

Em 2003 e 2004, o Botânico ensaiou o pagamento de entradas aos fins-de-semana e feriados, mas, além de ter perdido visitantes, as receitas não chegavam para a despesa criada por essa cobrança.

Ontem foram várias as pessoas surpreendidas pelas portas do Botânico fechadas, onde, aliás, não havia qualquer indicação sobre o encerramento.

Joana e Pedro, estudantes de Engenharia, lamentavam ter de ir "passear para outro lado" e não só ontem, pois, se tiverem de pagar a entrada, deixarão de frequentar este espaço.

Adelaide, acompanhada pelo marido e os dois filhos, ficou "triste por bater com o nariz na porta", mas admite pagar bilhete, pois "isto é muito agradável". "Só cá vimos uma vez por outra."