6.8.07

Cardo-marítimo


Eryngium maritimum

Começo a dar-me conta: a mão
que escreve os versos
envelheceu. Deixou de amar as areias
das dunas, as tardes de chuva
miúda, o orvalho matinal
dos cardos. Prefere agora as sílabas
da sua aflição.

Eugénio de Andrade, Os trabalhos da mão (in Ofício de Paciência - 1994)

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