

Eryngium maritimum
Começo a dar-me conta: a mão
que escreve os versos
envelheceu. Deixou de amar as areias
das dunas, as tardes de chuva
miúda, o orvalho matinal
dos cardos. Prefere agora as sílabas
da sua aflição.
Eugénio de Andrade, Os trabalhos da mão (in Ofício de Paciência - 1994)
Publicada por
Maria Carvalho
em
6.8.07
Etiquetas: Dunas, Eugénio de Andrade, Umbelliferae
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