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02/10/2006

Corypha umbraculifera

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Die Schattenpalme (Corypha umbraculifera ) auf Ceylon -
pg 203 of Anton Joseph Kerner von Marilaun, Adolf Hansen: Pflanzenleben: Erster Band: Der Bau und die Eigenschaften der Pflanzen, 1913 (via wikipedia)

Enquanto esperamos que nos mandem "provas" da floração de uma Corypha umbraculifera no Aterro do Flamengo -que cremos estar fazendo manchete no Rio- publicamos a reprodução de uma pintura de 1913 desta especialíssima palmeira; assim como a sugestão de visita a uma página do site do Jardim Botânico de Caracas para se apreciarem "fotos de um espécime que está em condições muito semelhantes às daqui do Rio de Janeiro", como afiança a nossa amiga Leonor (causadora de toda esta expectativa do lado de cá do Atlântico ;-) .
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21/09/2006

Vozes de Outono


Pintura: Ode to the Sound of Autumn -Kim Hong-do (1745 - 1806?) © Ho-Am Art Museum

«Eu, Ao-Iéong-Tze, estava de noite lendo, quando se ouviu aquele rumor, das bandas do Sudoeste. Ao ouvi-lo reflecti, em um sobressalto:
-É singular! A princípio há o tamborilar da chuva, -que depois se transforma na zoada do vento, para logo, em um vertiginoso crescendo, dar lugar a estes estampidos, como de grandes vagas apavorando a noite. O vento e a chuva, precipitando-se em turbilhões, encarniçam-se contra o que se lhes defronta; é uma conflagração retumbante de todos os metais ressoando. Tais os guerreiros, avançando para o combate, ferram os dentes na mordaça e aceleram a carreira, não se lhes ouvindo gritos de incitamento ou de medo, mas só o estrupido dos peões e dos cavalos em marcha...
Pergunto ao meu moço discípulo.
- Aqueles sons o que são? Vai fora e informa-te.

Responde-me, voltando:
- No céu brilham puras as estrelas e a Lua; a Via Láctea esplende. Para todos os lados não há voz humana. São vozes do arvoredo...
E eu então:
- Ai, ai! Oh dor! Todas estas vozes outonais de onde será que procedem? »

Camilo Pessanha -tradução do poema em prosa de Ouyang Xiu (1007-1072) publicada pela 1ª vez em Janeiro de 1918 na revista Atlântida (Lisboa)
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18/05/2006

Cabaz tropical



Natureza morta com frutas (1873), de Agostinho José da Motta (1824-1878). Exibe apetitosas peças de abacate (fruto da Persea americana), goiaba (Psidium guajava), jaca (Artocarpus heterophyllus), carambola (Averrhoa carambola), pêra-de-água (Syzygium saramangense), anona (Annona squamosa) e uma fruta desconhecida, a das bolinhas rubras no topo, que os leitores brasileiros amigos destas iguarias talvez identifiquem imediatamente.

09/07/2004

Choupal de Coimbra

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Choupal em 1922 - Coimbra
Foto da capa da Ilustração Portuguesa, de 16 de Dezembro de 1922
© Fotos de Portugal (http://alfarrabio.um.geira.pt/vercial/fotos)

São os "nossos" mais célebres choupos. Segundo notícias recentes, depois de anos de abandono, a Mata Nacional do Choupal está de novo "aberta à cidade" contando até com um novíssimo circuito de manutenção.
E para terminar insolitamente: a célebre balada Coimbra do Choupal cantada em "brásilêro", acompanhada pelo Trio Boreal!

Os pópulos de Monet

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"Les Peupliers au bord de l'Epte"- Claude Monet, 1891

Talvez sejam os pópulos (não há dúvida que soa bem melhor que choupos) mais célebres da história da pintura ocidental.
Claude Monet começara a pintar estas árvores nos seus diferentes aspectos sazonais, quando soube que iam ser adjudicadas pela autarquia local. O pintor, que ainda não tinha terminado as suas experiências pictóricas, pediu a um madeireiro que as comprasse com a condição de não as abater antes de acabar.
Podem ler-se as próprias palavras de Monet e admirar outros dos seus "peupliers" aqui.