21.2.06

Onde comprar camélias portuguesas


Foto: pva 0602 - camélias nos Viveiros Mário Mota - Carvalhos (Gaia)

Quando há dias celebrámos a camélia «Augusto Leal de Gouveia Pinto», supúnhamos que ela seria difícil de encontrar em viveiros comerciais. Na verdade, comprovámos posteriormente não ser assim tão difícil: o que é preciso é ir ao local certo. Claro que nesses viveiros de berma de estrada, simples entrepostos de plantas lustrosas importadas da Holanda, nada há de especial quanto a camélias - pelo menos nada que tenha a ver com a nossa tradição de cultivo da planta. Mas, bem perto de nós, no concelho de Gaia, há dois viveiristas exemplares que prolongam essa tradição, cultivando e vendendo uma grande diversidade de camélias portuguesas, além de outras de várias proveniências. São eles:

1) Viveiros Mário Mota - Rua Gonçalves de Castro, 537 - 4415-379 Pedroso - tel. 227842015
Como chegar. Tome a IC2 da Ponte da Arrábida até à EN1 (Carvalhos); na EN1 vire à esquerda imediatamente antes do Colégio dos Carvalhos, e continue até um largo arborizado (Largo de França Borges); a Rua Gonçalves de Castro começa no extremo sul desse largo.
O que lá encontrámos. Augusto L.G.P., Dona Herzília II, Villar d'Allen e muitas mais camélias portuguesas, além de uma grande colecção de sasanquas, reticulatas e outras raridades. Ainda que especializado em camélias, o horto vende também outras árvores e plantas.

2) Horto Luís Faria & Filhos - Largo de São Martinho do Além - Vilar do Paraíso - 4405-905 V. N. Gaia - tel. 227110562
Como chegar. Tome a IC2 a partir da Ponte da Arrábida, depois a IC1 para sul até à primeira saída (VL3), onde deve seguir para leste; na primeira rotunda tome a saída à esquerda (Rua de Gramoinhos), e encontra o Largo de São Martinho do Além logo a seguir.
O que lá encontrámos. Não pudemos entrar por estar fechado ao domingo, mas o que vislumbrámos por cima do muro faz-nos querer voltar; além do mais, os nossos vizinhos galegos amigos das camélias já por lá andaram e contaram do que viram.

3) A estes dois viveiristas o aficcionado deve juntar Villar d'Allen, nome incontornável quando se fala de camélias portuguesas: aí, além de se poder visitar a preciosa colecção de camélias oitocentistas, vendem-se variedades exclusivas produzidas não só nessa quinta mas também na Quinta de Santo Inácio.

A propósito de camélias portuguesas, não podemos deixar de lamentar que, nas recentes obras de beneficiação do Parque de Serralves, em geral bem conduzidas, se tenham importado todas as novas camélias (e restantes plantas) de Itália. Os conhecedores, quando visitam jardins, gostam de lá encontrar o que é característico de cada país; não vêm a Portugal para ver o que é italiano. É triste que Serralves, por ignorância ou mal avisada poupança, tenha rompido com a tradição da camélia portuguesa.

5 comentários :

jardineira disse...

Impresso, recortado e colocado no porta-luvas do carro! Obrigada! ;)

Quinta do Sargaçal disse...

Em certas coisas continuo muito antiquado... Escrevi a caneta, num papel -- mas também estou em cima do acontecimento! Obrigado também daqui.

Ver disse...

Por mim fica aqui bem guardado nos DCA, imprimirei na próxima visita ao norte.
rosa

Luís Bonifácio disse...

A propósito de Camélias, importa referir a paixão que a família Gil de Seabra tem dedicado a esta bela espécie arbórea, nomeadamente através da sua participação na International Camelia Society

Ordep otnemicsan disse...

Tenho comprado camelias em viveiros e há tempos perguntei se tinham nacionais e reapoderam-me que embora sejam todas importadas de fora têm origem em camelias portuguesas...