7.5.10

Deste leite não beberei


Polygala vulgaris L.

Para não nos acusarem de só ligarmos às plantas raras, aqui fica, depois de termos apresentado um endemismo ibérico, uma Polygala que ocorre em toda a Europa. Ou, para sermos rigorosos, em quase toda a Europa: a excepção é a Islândia, ilha inóspita onde praticamente só há vulcões. (Há umas semanas toda a gente começou a dissertar sobre a vulcanologia no Atlântico Norte. Nós teríamos feito o mesmo se não nos constrangesse o estreito âmbito temático do blogue.)

A Polygala vulgaris ocupa habitats variados (prados, terrenos incultos, matagais, bosques) de norte a sul do continente português, estando apenas ausente do interior alentejano e algarvio. É uma planta de base lenhosa, geralmente prostrada mas por vezes erecta, que floresce de Março a Julho. As flores, cor-de-rosa ou azuis e dispostas em espiga, são diminutas, de 6 a 8 mm de comprimento, exibem duas sépalas laterais em forma de asa, e têm o lábio inferior da corola rematado por uma franja.

Polygala, palavra de raiz grega, significa muito leite, e essa mesma secreção reaparece nos diversos nomes vernáculos da planta: erva-leiteira em português, milkwort em inglês, laitier ou herbe au lait em francês. Não que a planta em si forneça leite, mas considerava-se na antiguidade que as mães a quem a planta fosse administrada dariam mais e melhor leite.

1 comentário :

Maria da Luz Borges disse...

Pois eu também não!
Luz