10.5.10

Estrela de Belém


Ornithogalum umbellatum L.

Título muito natalício este e muito fora de época, mas a planta foi assim baptizada. Quando chega o fim do ano já ela está em hibernação há muito, por isso esta é boa altura para lhe prestarmos atenção.

Umas seis das oitenta espécies de Ornithogalum são espontâneas em Portugal. Esta parece não o ser, embora, curiosamente, apareça em Espanha mesmo junto à fronteira nordeste portuguesa. Talvez o Douro internacional seja barreira intransponível, e não haja vento capaz de empurrar as sementes para o lado de cá. Ainda assim é estranho, pois o Ornithogalum umbellatum é conhecido por não respeitar sequer os limites dos continentes, ocorrendo em toda a Europa, e ainda no Médio Oriente e no Norte de África.

Como todas as plantas da sua família, a estrela-de-Belém é uma planta bolbosa. Isso significa que passa boa parte da sua vida enterrada, reduzida a uma «cebolinha», reaparecendo todos os anos como se fosse uma planta nova. Surgem primeiro as folhas - lineares, sulcadas, marcadas longitudinalmente por um veio prateado - que começam a secar, já a Primavera vai adiantada, quando são hasteados os cachos floridos. As flores são brancas, com bandas verdes no verso das pétalas, e os seis estames brancos, encimados por anteras amarelas, apresentam a forma triangular que é característica do género Ornithogalum.

2 comentários :

Maria Angélica Alves disse...

Tão linda!
Fico a imaginá-la com os cachos floridos de branco, e verde e amarelo, nas pétalas e estames, a desafiar o Douro, atrair o vento, espalhar as sementes e despertar, ainda mais, a nossa atenção, em franco encantamento.

Marli Soares Borges disse...

Maravilha, uma flor explendorosa!!! e que fotos! Lindissimas! Bjs Marli