Fogo preso

Geum urbanum L. - frutos
Sinais de fogo, os homens se despedem,
exaustos e tranquilos, destas cinzas frias.
E o vento que essas cinzas nos dispersa
não é de nós, mas é quem reacende
outros sinais ardendo na distância,
um breve instante, gestos e palavras,
ansiosas brasas que se apagam logo.
Jorge de Sena, Sinais de Fogo (Asa, 1995)
1 comentário:
Fogo preso...
a analogia é perfeita!
Cumprimentos.
Enviar um comentário