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15/08/2007

Cupressus lusitanica- Buçaco



Fotos-Agosto 2007 ....................................
Em cima: "Avenida dos Cedros"; em baixo: "Cedro de S. José", o mais famoso Cupressus Lusitanica da Mata do Buçaco, espécie vulgarmente chamada Cedro-do-Buçaco, com o tronco parcialmente soterrado.
Ver álbum de fotos: Cupressus no Buçaco

Esta é "árvore nº 16" de um já não existente percurso botânico , integrado num conjunto de circuitos pedestres cuja concepção, etiquetagem e montagem de estruturas informativas (agora quase completamente destruídas) "foram uma colaboração gratuita dos alunos da Escola Profissional Beira Aguieira, de Mortágua, sob a coordenação de Francisco Coimbra."



O "Cedro de S. José" é considerado o mais antigo Cupressus Lusitanica do Buçaco. Segundo a versão mais difundida, a sua introdução na Mata, ter-se-á efectuado entre a fundação do Convento (ca 1630) e 1644, ano em que o então reitor inaugurou a capela de S. José. No entanto, o professor Jorge Paiva, baseando-se em textos da época referentes a datas anteriores que já mencionam a existência de árvores de grande porte e até mais especificamente , o "funesto cypres" (na poesia de Bernarda de Lacerda, 1634), é de opinião que a introdução dessa primeira exótica na mata do Buçaco é anterior à chegada dos frades Carmelitas Descalços, não sendo de descartar a hipótese de se ter efectuado através de sementes do Carmelo de Granada* trazidas por San Juan de la Cruz «para Portugal, na viagem que efectuou, em 1585, de Granada, por Sevilha, até Lisboa.» Jorge Paiva , in A Relevante biodiversidade da mata, Monumentos, n.º 20, DGEMN, 2004, p. 27

Ernesto Goes, no seu livro sobre árvores monumentais (1986), refere que este exemplar tinha cerca de 5, 7 m. de PAP e 22 metros de altura e que «ao seu lado foi derrubado pelo último ciclone de 1981, um outro exemplar excepcional exemplar em que o tronco tinha na base 5 m. de perímetro.»

Apontadores:

Cedro de San Juan no *Carmen de los Mártires (outra foto)
Ficha do Cedro-do-Buçaco no Naturlink
A Mata Nacional do Buçaco “Catedral verde do Cupressus lusitanica em Portugal ” (pdf), por José Neiva Vieira
Cupressus lusitanica in The Gymnosperm Database

01/08/2007

"Arbor incognita sinarum"

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Foi com esta designação que o sinólogo jesuita R. Pierre d'Incarville enviou em 1747, de Pequim, umas sementes ao seu amigo Bernard de Jussieu (1699-1776) então intendente do rei no Jardin des Plantes.

Como nos conta aqui Leslie Turek, foram umas sementes afortunadas pois, ao contrário do que aconteceu a outras igualmente exóticas, pouco tempo tardaram a serem semeadas.

Desse semis pode ainda admirar-se
o primeiro exemplar a florescer na Europa, em 1779 (assinalado com o nº 4, no folheto sobre as árvores históricas do jardim, acessível on line aqui -pdf).

Apesar de esta Fabácea aparecer classificada no género Styphnolobium, vai custar deixar de lhe chamar Sophora, já que acácia-do-Japão foi nome que nunca gostei de lhe dar. Em francês e inglês, par contre, tem outros nomes muito bonitos, como por exemplo, arbre des pagodes, pagoda tree, chinese scholar tree. Já agora, em chinês (Pinyin), chama-se huái shù.
Cá no Porto estão agora também a florir.

Fotos- Agosto de 2005 - Clicar para aumentar
Ver álbum com outras árvores históricas do Jardin des Plantes.

20/06/2007

"Une prairie de fauche au Jardin des Plantes"

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Clicar para aumentar
Desencantei estas fotos do prado do Jardin des Plantes, semeado com uma mistura de treze plantas espontâneas na região parisiense, depois de ler o que o Paulo ontem escreveu sobre o regresso das flores silvestres aos Kew Gardens. É verdade que o referido campo não estava então muito florido, mas tenho que confessar que, apesar de pertencer ao clube dos fãs da vegetação ruderal, na altura, a minha atenção estava decididamente mais voltada para o plátano plantado por Buffon em 1785 > (ao fundo na foto) e para um Ginkgo biloba > igualmente histórico seu vizinho. (Ainda não arranjei tempo para legendar no álbum as fotografias das árvores históricas que visitei e revisitei nessa breve estadia de há dois anos.)

05/08/2005

Paris - Londres


Foto: pva 0506 - Robinia pseudoacacia - Kew Gardens, Londres

Não sabemos se uma disputa entre os velhos rivais separados pelo Canal da Mancha vai bem como entretenimento estival, mas é o que se arranja. A Manuela prometeu-nos uma reportagem no Jardin des Plantes sobre uma das mais velhas robínias da Europa, nascida de semente por volta de 1600. Sustentada por cabos e muletas, ainda se mantinha viva em 2000. O exemplar dos Kew Gardens que se vê na foto data de 1762, e é uma das últimas árvores sobreviventes da primeira plantação nos jardins. (Uma outra é o Platanus orientalis que já aqui mostrámos.) Com um século e meio a menos pesando-lhe no tronco do que à sua irmã parisiense, a árvore londrina ganha em juventude o que perde em respeitabilidade. Ainda assim é uma juventude provecta, marcada por graves achaques, que a obrigam a usar, entre outros amparos, um anel de metal à cintura para não se desagregar por completo.

Antes que alguém entusiasmado com estas veteranas resolva plantar um exemplar no seu quintal, fica o aviso de que esse acto está proibido por lei, pois a Robinia pseudoacacia está listada como invasora no decreto-lei 565/99.