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08/04/2026

Rodízio de resedas

Valoura, Vila Pouca de Aguiar
Na ementa temos apenas quatro espécies de Reseda, muito aquém da quantidade e variedade que dão fama aos melhores rodízios. Mas trata-se somente de comer com os olhos, e pelo preço ninguém se pode queixar. Antes de mais, impomo-nos a precaução de saber se as resedas são comestíveis, e felizmente a resposta é afirmativa, pelo menos em parte. Ainda que sejam qualificadas como amargas, as folhas tenras de uma das espécies que hoje servimos aos nossos clientes, Reseda alba, são tradicionalmente consumidas como salada em certas ilhas gregas. É certamente um gosto adquirido, um acepipe que só os iniciados estarão em condições de apreciar. Das outras três espécies não há testemunhos de que constituam parte habitual da dieta humana, mas é de presumir, no mínimo, que não sejam peçonhentas.

O que é uma reseda? Como reconhecê-la entre as demais plantas silvestres? As resedas são em regra plantas herbáceas, mas nas ilhas Canárias algumas delas cresceram tanto que se transformaram em arbustos. Distinguem-se pelas inflorescências em cachos alongados, compostas por inúmeras pequenas flores (de 5 a 10 mm de diâmetro) com anteras proeminentes e pétalas fimbriadas quase sempre brancas. Os frutos em forma de bolsa são a forma mais simples de as destrinçar das espécies de Sesamoides, um género aparentado com Reseda mas que apresenta frutos estrelados, rematados por protuberâncias mais ou menos esféricas (confira aqui).

Distribuídas desde o Mediterrâneo (incluindo sul da Europa, norte de África e Canárias) até ao sudoeste da Ásia, existem umas 40 espécies de reseda, 17 delas com presença confirmada na Península Ibérica. Das quatro que compõem o nosso rodízio, duas (R. virgata e R. complicata) são endemismos ibéricos, outra (R. lanceolata) reparte-se entre Marrocos e o sul de Espanha, e a última (R. alba) faz o pleno da bacia mediterrânica.

Reseda virgata Boiss. & Reut.


A R. virgata — que é uma herbácea tendencialmente perene, com hastes finas de uns 70 cm de altura, e folhas lineares com três a cinco pares de dentes brancos nas margens — aparenta ter duas áreas de distribuição bem disjuntas: a região central de Espanha (desde Toledo a Valladolid, passando por Madrid, Ávila e Salamanca) por um lado e, por outro, em Portugal, os afloramentos ultrabásicos transmontanos. Tais áreas parecem corresponder a ecologias distintas, pois no país vizinho a planta não revela especial apetência por substratos serpentinosos. Contudo, esse duplo comportamento pode não ser assim tão vincado, pois por cá a planta já foi vista em pelo menos dois lugares que nada têm de ultrabásico: na povoação raiana de Nave de Haver, no concelho de Almeida, onde predominam os arenitos; e numa berma de estrada em Valoura, Vila Pouca de Aguiar, região toda ela coroada por altos maciços graníticos. Foi neste segundo lugar que obtivemos as fotos (acima) com que ilustramos o texto.

Reseda complicata Bory


A segunda reseda endémica da Península Ibérica, R. complicata, tem uma área de distribuição bem mais restrita: ocorre apenas na serra Nevada (no topo da qual a fotografámos), em altitudes superiores a 2000 metros. Se abstrairmos do hábito prostrado que a planta exibe nas fotos (efeito dos ventos agrestes que sopram àquelas altitudes, não observado em exemplares de sítios abrigados), ela não parece diferir muito da R. virgata. É por isso instrutivo apontarmos-lhe certas diferenças substanciais: as folhas da R. complicata são mais largas e curtas do que as da R. virgata, e têm no máximo dois pares de dentes brancos na base, também eles curtos; as flores da R. complicata são quase sésseis, encostadas à haste floral, enquanto que as da R. virgata têm pedúnculos bem salientes; a R. complicata é profusamente ramificada desde a base, e é o seu aspecto emaranhado que explica o epíteto complicata.

Reseda lanceolata Lag.


Tanto em Espanha como em Marrocos, a R. lanceolata é uma apreciadora de sol que vive em lugares secos e expostos, por isso não espanta que seja fácil de encontrar no deserto de Tabernas. Não foi lá, mas mais a leste, no vale do rio Dúrcal (provincia de Granada), que com ela deparámos pela primeira vez. Apesar de ser uma planta anual ou bienal escassamente ramificada, tem um aspecto robusto, quase arbustivo. As suas folhas parecem simples, mas considera-se que são trifoliadas: os dois folíolos laterais, por vezes ausentes, são muito menores do que o folíolo central. Os frutos apresentam-se acentuadamente curvados.

Reseda alba L.


A espécie de distribuição mais ampla, R. alba, é, sem favor, a mais vistosa das quatro. A exuberância da sua floração e o seu perfume agradável valeram-lhe ser acolhida em jardins no norte da Europa, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia, regiões onde acabou por se naturalizar. Em Menorca, vimo-la florida no cume do monte Toro, o mais alto da ilha (360 m de altitude), imune à afluência dos turistas que, embevecidos pelas vistas, não lhe prestavam qualquer atenção. Acaba por ser estranho que uma planta tão espalhada pelo mundo, e tão vulgar na sua região de origem, seja de tão extrema raridade em Portugal — onde, de facto, está no limite da sua área de distribuição. No nosso país ela apenas existe, ou existia, nas areias de Tróia, onde não é vista desde 2015.

06/02/2022

Erva raposeira

Reseda barrelieri Bertol. ex Müll. Arg.


Para quem vem do centro da Península em direcção ao norte, as montanhas calcárias de Palência anunciam, em modo suave, que estamos a chegar à Cordilheira Cantábrica, deixando para trás as estradas rectilíneas que cruzam planaltos infindáveis. A montanha palentina pode ser vista como um aperitivo modesto para quem vai em busca de paisagens de cortar o fôlego, e anseia por afastar-se de lugares muito marcados pela presença humana. Aqui, os rios correm pachorrentos por declives imperceptíveis, as povoações esparsas são entremeadas por extensos campos de cultivo geometricamente parcelados, e há zonas industriais e pedreiras activas nos arredores de pequenas cidades como Aguilar de Campoo. Mesmo assim, quem percorre as margens do rio Pisuerga em Villaescusa de las Torres, ou ascende aos afloramentos calcários sobranceiros à aldeia, se não encontra "natureza em estado puro" (esse mito romântico tão ao gosto de quem escreve para viajantes de sofá), pelo menos mergulha numa paisagem ordenada onde o que é espontâneo e genuíno na natureza ocupa lugar central.

À lista de preciosidades botânicas de Villaescusa de que já demos notícia (Saxifraga cuneata, Arenaria grandiflora, Telephium imperati, Lactuca perennis e Berberis vulgaris), juntamos agora uma reseda com preferência por substratos calcícolas ou margosos que tem a distinção de ser um endemismo ibérico e que, em espanhol, é conhecida como hopo de zorra (rabo-de-raposa). Com hastes erectas que podem chegar a um metro de altura e floração que se estende de Março a Julho, a Reseda barrelieri (o epíteto homageia Jacques Barrelier, botânico e padre dominicano francês do séc. XVII) apresenta fortes semelhanças com congéneres suas como a R. alba e a R. suffruticosa; da primeira distingue-se pelas flores sésseis (a R. alba tem pedicelos bem desenvolvidos), e da segunda por ter folhas basais menos recortados (as da R. suffruticosa são bipinatífidas). Tanto a R. barrelieri como a R. alba estão assinaladas como espontâneas em Portugal; e ambas, infelizmente, correm o risco de desaparecer do nosso país: a R. alba, que na Lista Vermelha da Flora de Portugal [LVF] foi considerada em "perigo crítico", só era conhecida das dunas de Tróia, e já não é vista desde 2015; a R. barrelieri, tanto quanto se sabe, ainda se vai aguentando na envolvente das antigas minas de Santo Adrião, em Vimioso, mas com um efectivo populacional de poucas dezenas (a LVF considerou-a "em perigo").

Santo Adrião é o maior afloramento calcário de Trás-os-Montes e dá abrigo a algumas plantas únicas. Com o fim das actividades extractivas em 2001, é hoje um espaço natural protegido incluído na Rede Natura 2000. Será isso suficiente para a Reseda barrelieri ter futuro? Em Portugal, e como a campanha do lítio tem eloquentemente mostrado, só interessa proteger a natureza enquanto valores (económicos) mais altos não se levantam.

01/03/2021

Minhonete arbórea

A família Resedaceae, com cerca de uma centena de géneros, conta na Península Ibérica com representantes de apenas dois, Reseda e Sesamoides, de morfologia muito semelhante. A diferenciação delas é tópico talvez desinteressante, e insistir no tema é decerto sintoma de confinamento excessivo. Enfim, com todo este vagar a que nos obrigam, quem sabe se não nos divertiremos com o assunto.


As espécies destes géneros (anuais, bienais ou perenes) dão flores pequeninas (cerca de 5mm de diâmetro), por vezes perfumadas, coladas ao talo mas agrupadas em espigas muito vistosas. As (4 a 6) pétalas brancas (ou amarelas ou esverdeadas), em geral franjadas, contrastam com o centro de estames alaranjados, de anteras encarnadas. No género Sesamoides, porém, os numerosos estames (a componente masculina da flor) costumam formar um anel que rodeia os carpelos (a parte feminina), como se pode ver aqui. E, portanto, se a planta estiver em flor, temos modo de reconhecer o género. A boa notícia é esta: a forma do fruto é outro pormenor que permite distinguir sem dúvidas os dois géneros. O fruto das espécies de Reseda é uma cápsula lisa, oca, com uma abertura no topo e recheada de sementes, lembrando uma campânula; o do género Sesamoides parece uma luva, cujos dedos gordinhos contêm as sementes.  

As espécies ibéricas são herbáceas, ainda que algumas superem 1 metro de altura. Pelo contrário, a Reseda scoparia, endemismo de algumas das ilhas do arquipélago das Canárias, é um arbusto. Com ar de vassoura, segue à letra o figurino que descrevemos acima para as flores e os frutos.

Reseda scoparia Brouss. ex Willd.
Os exemplares das fotos são do Barranco del Infierno, em Tenerife. Ali a entrada é paga, a temperatura muito elevada e a visita controlada por guardas de apito e binóculos (e, um ou outro, de guarda-sol). Em Maio, a cascata e o lago no interior do barranco tinham alguma água fresca, mas só era permitido permanecer no local uns escassos minutos. Com a demora inerente à obrigatória sessão fotográfica, tivemos desculpa para ficar por lá algum tempo mais.

Barranco del Infierno, Tenerife

23/10/2019

Reseda de Lanzarote


Reseda crystallina Webb & Berthel. [= Reseda lancerotae Webb & Berth. ex Delile]


O nome Reseda, usado por Plínio na História Natural (séc. I DC) e acolhido por Lineu no Species Plantarum (1753), deriva do verbo latino resedo, que significa acalmar, sossegar. Estas plantas, contudo, nunca terão tido grande uso medicinal, e talvez o único efeito calmante que possam produzir advenha do acto de as contemplar. As flores minúsculas não facilitam tal tarefa, obrigando ao uso de lupa ou de outros auxiliares de visão, mas a sua peculiaridade compensa bem o esforço. Caracterizam-se por um número variável (geralmente 5 ou 6) de pétalas amiúde fimbriadas e pelos estames salientes, numerosos, densamente agrupados, rematados por anteras muito engrossadas (foto). Os frutos, com três ou quatro "bicos" na ponta (correspondentes aos estigmas), são cápsulas mais ou menos cilíndricas: alguns têm aspecto insuflado e fazem lembrar sacolas (como os da Reseda phyteuma); outros, como mostram as fotos acima, são estreitos e alongados. As folhas costumam ter margens onduladas (foto) e apresentar lobos irregulares (foto).

Distribuídas pela Europa, norte de África e sudoeste da Ásia, são quarenta a cinquenta as espécies do género Reseda. A mais famosa, por ter sido amplamente usada em tinturaria antes do advento dos corantes sintéticos, é a Reseda luteola, uma erva ruderal de porte erecto muito comum no nosso país e por toda a Europa. A Reseda crystallina, que já se chamou Reseda lancerotae e é endémica de quatro ilhas do arquipélago canário (Lanzarote, Fuerteventura, Grã-Canária e Tenerife), é uma herbácea de porte modesto, ficando-se pelos 5 a 20 cm de altura. É fácil de identificar pela disposição das flores, em geral concentradas no topo de hastes que se vão alongando à medida que a frutificação progride. A forma e sobretudo a cor das flores também são distintivas, contrastanto o amarelo vivo das pétalas com as pétalas brancas habituais nas espécies do género. Nem a Reseda lutea nem a R. luteola, apesar de os epítetos sugerirem o contrário, têm flores verdadeiramente amarelas, apresentando, em vez disso, pétalas de um creme pálido, quase branco.

A Reseda crystallina é frequente em Lanzarote e Fuerteventura, em lugares arenosos ou rochosos e a altitudes relativamente baixas. Tolera um alto grau de secura e é capaz de ocupar os lugares mais inóspitos. Encontrámo-la, por exemplo, na subida para a montanha de Los Ajaches, no sul de Lanzarote: um lugar onde a aridez natural foi agravada, ao longo dos séculos, pelo pastoreio e por outras acções de desbaste da vegetação, havendo grandes extensões de solo esquelético onde nenhuma planta consegue medrar.

28/06/2014

Colheres de sésamo



Sesamoides spathulifolia (Revelière ex Boreau) Rothm.


Porque era ainda Abril quando a vimos no topo das falésias de Cascais, as fotos não mostram as sementes desta planta. São redondas e comprimidas lateralmente como as do gergelim (Sesamum indicum L.), e sugeriram a Lineu o nome científico do género. As folhas caulinares coriáceas e em forma de colher (espatuladas) são a marca distintiva da espécie das fotos, que na Península Ibérica só ocorre, ao que se sabe, na costa portuguesa a sul do cabo da Roca (mas também existe na Córsega e na Sardenha). É perene e tem hábito prostrado, talvez para se resguardar da parcela generosa de vento que mora na praia do Abano.

Há mais duas espécies de Sesamoides em Portugal continental (Sesamoides purpurascens (L.) G. López, frequente em quase todo o país; e Sesamoides suffruticosa (Lange) Kuntze, mais rara), de ecologia um pouco diferente. As três assemelham-se nas inflorescências e têm em comum flores que exigem um laborioso exercício de identificação. Antes de o resolver connosco, aproveite, caro leitor, o excepcional detalhe fotográfico com que a Flora-on documenta esta herbácea.

A inflorescência é uma espiga com as flores posicionadas como se fossem discos patentes. Mas, e esse é o primeiro detalhe surpreendente, as flores não são simétricas. Têm um cálice de brácteas, cada uma delas de formato aproximadamente triangular, que protege um anel de pétalas brancas tão divididas que, sendo apenas cinco, parecem muitas mais: as duas superiores (que apontam para o topo da espiga) são laciniadas; as duas laterais também apresentam fendas, mas são menores; e finalmente há uma pétala inferior, quase solitária, que é inteira. Atentemos agora no anel alaranjado de 10 a 14 estruturas arredondadas, como duplos feijões: parece até que a flor já frutificou. De facto, são os estames, a componente masculina da flor, guardiã do pólen. As 5 a 7 bolinhas laranja-esverdeadas no centro do arranjo são os carpelos, que compõem a parte feminina da flor.

O fruto condiz em estranheza com a flor.

22/06/2010

A cura amarela

Reseda luteola L.
De todas as cores do espectro cromático, julgar-se-ia ser a cor verde a mais fácil de reproduzir, por ser aquela que mais abunda na natureza. Tingir um tecido com a cor predilecta de Robin dos Bosques ou reproduzir na tela do pintor os variados tons da folhagem primaveril deveriam ser tarefas simples. Bastaria triturar e cozer grandes molhos dessa omnipresente verdura, e aplicar a pasta resultante às superfícies que quiséssemos colorir. Acontece que nem na natureza as cores são estáveis: as folhas amarelecem antes de cair, e as flores são de uma graça efémera, depressa tocada pela decadência. Reacções químicas imponderáveis ditam a evolução das tonalidades. O verde e as demais cores não se deixam agarrar facilmente.

A Reseda luteola, conhecida em português como lírio-dos-tintureiros, é uma erva peralta (1,2 m de altura), espontânea em Portugal e na Europa, que foi usada até ao início do século XX como corante amarelo para tecidos. Para se conseguir o verde, esse amarelo era combinado com o azul-anil extraído de uma planta da família das crucíferas: o pastel (Isatis tintoria). Foi assim necessário ao homem forçar uma aliança entre plantas evolutivamente muito distantes para reproduzir aquilo que é trivial na natureza.

A utilidade da R. luteola não se ficava pela tinturaria, pois as suas sementes fornecem um óleo outrora usado em iluminação. Não espanta por isso que ela tivesse sido amplamente cultivada noutras eras, e que com isso se tenha disseminado muito para além da sua região de origem. Agora que a modernidade faz com que lhe dispensemos os préstimos, há mesmo — nos EUA, por exemplo — quem a acuse de ser daninha.

Planta de terrenos baldios e de margens de caminhos, em Portugal a R. luteola encontra-se esporadicamente de norte a sul do território. Tem um interessante ciclo de vida bienal: no primeiro ano as suas folhas estreitas, de margens por vezes onduladas, dispõem-se em roseta basal; no ano seguinte, as mesmas folhas distribuem-se ao longo da haste florífera que só então é lançada.

04/12/2007

La rose et le réséda

Un rebelle est un rebelle
Deux sanglots font un seul glas
Et quand vient l'aube cruelle
Passent de vie à trépas

Celui qui croyait au ciel
Celui qui n'y croyait pas

Louis Aragon, in Le Mot d'ordre (1943)


Reseda phyteuma

Esta planta, que encontrámos em prados de montanha e é espontânea no Mediterrâneo e Ilhas Canárias, tem traços muito bizarros: as folhas têm dois lóbulos pronunciados e parecem em esforço para manter a forma; as flores, com cerca de 5 milímetros de diâmetro, expõem numerosos estames com anteras cor-de-salmão rodeados por pétalas divididas em tirinhas brancas; os frutos são cápsulas abertas com topo triangular.

Contudo o perfume a que rescendem, doce e intenso, é reconhecido, porque um híbrido com a espécie líbia R. odorata é amplamente cultivado para servir a indústria de perfumaria. Atribui-se ao género Reseda, nome que provém do latim resedare (acalmar), virtudes sedativas; e é antigo o uso em tinturaria da R. luteola, o lírio-dos-tintureiros, comum no sul da Europa, de cujas raízes se produz um corante amarelo (ou produzia, antes de existir o amarelo sintético).

No valkirio pode ouvir a interpretação de Barbara Bonney de uma canção de Richard Strauss que fala do perfume de reseda.