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23/09/2009

Culpa e expiação


Pinus wallichiana A. B. Jacks.

Quando no princípio do mês de Setembro visitámos o Parque de São Roque movia-nos um propósito: apresentarmos a este pinheiro um sincero e pungente pedido de desculpas. Felizmente que ele ainda está vivo e para durar, pois senão as desculpas teriam sido póstumas; e não sabemos se tal prática, que ultimamente se tem banalizado entre os humanos, é aceitável no reino vegetal. E fomos nós, os culpados pelo ultraje, a admitir o erro, e não algum representante mais ou menos oficial que tomasse para si as nossas culpas. Arrependidos, mas de pescoços bem empertigados para encararmos de frente o nosso interlocutor, jurámos emenda e prometemos reparação.

A afronta deu-se há cinco anos, quando aqui exibimos uma foto do labirinto do Parque de S. Roque onde este pinheiro era bem visível, sem que ele nos tenha suscitado a mais leve menção. Falámos do buxo, das camélias, da faia e do carvalho-americano (entretanto já desaparecido); mas o pinheiro, embora ultrapassasse em altura todas as árvores vizinhas, foi como se não existisse. E, para agravar o caso, a foto reapareceu em livro, ocupando uma página inteira, sem que esta lamentável cegueira selectiva tivesse sido remediada.

O pinheiro aceitou as desculpas que lhe apresentámos, mas impôs certas condições. Dando cumprimento ao que ficou acordado entre as partes, fazemos agora publicar, com um grau de destaque equivalente ao da matéria blogada que corporizou a ofensa, duas fotos do ofendido, acompanhadas por legenda identificando-o claramente pelo nome científico. Mais exigiu o queixoso que louvássemos a sua elegância e raridade, o que fazemos de bom grado mas não sem uma ressalva: não indo longe o tempo em que para nós todos os pinheiros eram iguais, não estamos em condições de asseverar que este Pinus wallichiana seja assim tão raro no nosso país.

Por último, cumpre-nos publicitar os dados biográficos e sinais particulares deste esbelto pinheiro. Originário dos Himalaias, a sua área de distribuição natural vai do Afeganistão ao nordeste da Índia, passando pelo Butão; o seu nome vernáculo nas diversas línguas é justamente pinheiro-do-Butão. Tem uma copa piramidal, pode atingir os 35 metros de altura, e as suas agulhas, que medem de 11 a 20 cm, são pendentes e flexíveis, estando dispostas em grupos de cinco.

P.S. Num gesto de amabilidade tocante, o pinheiro-do-Butão autorizou que aproveitássemos o ensejo para lembrar que as sazankas estão em flor, e que o Parque de São Roque é o melhor lugar do Porto para as ver e cheirar.

19/03/2007

Arbusto-olho-de-pássaro



A Ochna serrulata é um arbusto lenhoso sul-africano da família Ochnaceae cujas raízes têm uso medicinal. As folhas são serrilhadas e as sépalas, sendo inicialmente verdes, adquirem progressivamente um vistoso tom vermelho brilhante e permanecem na planta por longo tempo. Como os frutos - que quando maduros parecem azeitonas pretas e são muito apreciados por pássaros - nascem unidos, o cálice de cada flor retorce-se para os separar, num conjunto que a alguns lembra as orelhas do rato Mickey (daí a designação inglesa Mickey mouse plant). As pétalas amarelas das flores duram pouco e no ano passado já não vimos nenhuma. O exemplar da foto, o único que conhecemos em jardins do Porto, estará vestido de amarelo nos próximos dias e mora no terraço da fonte-dos-leões no Parque de S. Roque.

07/12/2006

Parque de S. Roque no Dias com árvores

(A casa e logradouro da Quinta de S. Roque -ver localização no mapa Google-foram recentemente incluídos num dos fundos de investimento imobiliário criados com bens municipais, facto veementemente criticado por Teresa Andresen que considerou a situação "extremamente grave". Ler notícia completa aqui . Quais as possíveis consequências de tal decisão?)

20/10/2006

Era uma árvore


Jacarandá do Parque de S. Roque, abatido em 2006

Era uma árvore no passeio
e fosse tempo claro ou feio,
havia uma paz de agasalho
dependurada em cada galho.

E foi vivendo. Viver gasta
músculo e flama de ginasta,
quanto mais uma arvorezinha
meio garota-de-sombrinha.


Carlos Drummond de Andrade, Viola de Bolso

06/03/2006

Parque Municipal II

A natureza é imóvel.
A natureza, tapeçaria
onde o verde silente se reparte
entre caminhos que não levam a lugar nenhum.
São caminhos parados. De propósito.
O lago, tranquilidade oferecida.
A pontezinha rústica de cimento
não é feita para ninguém passar
de um ponto a outro.
Feita para não passar.
A pontezinha sou eu ficar imóvel
por cima da água imóvel
na tapeçaria imóvel para sempre.
O barquinho da margem devia ser queimado.

Carlos Drummond de Andrade, Boitempo (1968)


Cedros-dos-Himalias e ponte sobre o lago - Parque de S. Roque, Porto

04/02/2006

Beijos-de-frade


Foto: pva 0512 - Oxalis purpurea no Parque de São Roque, Porto

Um dos muros soalheiros do Parque de S. Roque estava há umas semanas coberto por uma herbácea em flor, com folhas compostas trifoliadas com o formato típico de trevo, num vestir tão espontâneo que nos pareceu portuguesa esta ervinha.

Mas não: a Oxalis purpurea é de zonas tropicais, abundante na América do Sul e no sul de África, multiplicando-se facilmente por divisão dos bolbos ou por estacas. A flor é tubular, de pescoço amarelo, magenta nas pétalas que se dispõem como pás de ventoinha. As sementes têm um arilo insuflado que ao amadurecer se vira do avesso e as expele como num jacto, ajudando assim à sua dispersão.

O género Oxalis reúne mais de 700 espécies de ervas e subarbustos, algumas suculentas ou aquáticas, uma das quais é o trevo-da-sorte, o de quatro folíolos. A família Oxalidaceae abriga também a espécie Averrhoa carambola que dá os conhecidos frutos dourados, cerosos, de secção estrelada - que se podem apreciar numa natureza-morta da exposição Artistas Viajantes e o Brasil do Século XIX, patente no Museu Soares dos Reis, que junta harmoniosamente uma jaca, carambolas, goiabas, anonas, pitangas...

O termo Oxalis deriva do grego oksalís, aludindo ao sabor azedo das folhas induzido pelo oxalato que contêm.

24/07/2005

Lagunaria patersonii


Fotos: mdlramos/pva - Lagunaria patersonii no Parque de S. Roque e no jardim da CCRN, Porto

«Consegui há dous annos obter de sementeira uma d'estas arvores indigenas de New-South Wales e Queensland, na Austrália, interessantes principalmente por serem próprias para plantações à beira-mar. Segundo o catálogo dos snrs. Anderson & Cª. esta pequena arvore é uma das que melhor supporta as brizas do mar as quaes parece mesmo procurar, inclinando-se para o lado do mar, em vez de o fazer para o lado opposto como acontece com a maioria das outras arvores. Diz o snr. J. Maiden, de Sidney, que a altura da Lagunaria patersonii varia entre 12 a 18 metros com um diâmetro de 45 a 80 centímetros. A madeira é branca com veia fina, é facilmente trabalhada e emprega-se na Australia na construção de casas. Da casca, por meio da maceração, extrahe-se uma fibra fina e muito bonita. O snr. Charles Naudin, director do Jardim Botânico e de acclimação de Villa Thuret Antibes, escreve-me que esta espécie dá uma bonita arvore perfeitamente adaptável ao Sul de França, produzindo alli flores parecidas com as do Hibiscus.

A planta que eu tenho soffreu muito com os frios no inverno de 1888, perdendo bastantes folhas, mas quando veio o tempo quente, na primavera, deitou novos rebentos e reviveu completamente. Em dezembro do anno passado quando o frio apertou tornaram-lhe primeiro a murchar e depois a seccar completamente quasi todas as folhas. Quem a vir agora julga-a condemnada, mas depois de se saber como ella reverdeceu no fim do inverno de 1888 tem motivo de esperar que ella este anno faça outro tanto. Parece fora de duvida porém que para o clima do norte de Portugal é um pouco delicada, soffrendo muito com as geadas. É portanto mais própria para o clima de Lisboa e Sul de Portugal. Tem sido introduzida com bom êxito em Adelaide South Australia, localidade onde o clima é bastante parecido com o do Sul de Portugal. Temos entre nós verdadeiramente próprias para plantar à beira-mar muito poucas plantas além do Myoporum, Tramagueira e do Pinheiro bravo; a introducção de uma outra arvore própria para tal fim não deixará de ser vantajosa.

A Lagunaria tem um bello porte e folhagem lindíssima. A cor das folhas é glauca como a da maior parte das plantas da beira-mar e nisso differe muito da folhagem do Myoporum que é verde escura e luzidia. Estou tentanto a reproducção da Lagunaria por estaca e a avaliar pelo estado actual das estacas parece-me que o conseguirei.»

Guilherme C. Tait, Jornal de Horticultura Prática, 1890

05/01/2005

Eucalipto com aroma de limão



Fotos: pva 0412 - Eucalyptus citriodora no Parque de S. Roque e na Rua de Entre-Quintas

Associado à destruição da paisagem natural portuguesa para benefício de uma das nossas mais prósperas indústrias, o eucalipto não goza por cá de boa fama. Fornecendo, em poucos anos, larga safra de matéria prima para a indústria do papel, o seu plantio em larga escala, expulsando espécies autóctones ou ocupando antigos campos agrícolas, é uma das razões mais óbvias para a degradação ambiental do nosso país: empobrecimento de solos, secagem de cursos de água, perda de bio-diversidade, risco exacerbado de incêndios.

Feito o necessário preâmbulo de acusação, passamos a aduzir as razões da defesa. O eucalipto, usado com moderação, não é uma árvore nociva: se agora se vê por todo o lado é porque lá o plantaram, pois ele não é entre nós, e ao contrário da acácia, uma árvore invasora. Um eucalipto em plena maturidade é um prodígio da natureza: possante e esbelto, erguendo-se numa urgência de tocar o céu; o seu aroma é dos mais agradáveis que se conhecem; e com os seus frutos podem fazer-se bonitos colares. É por isso incompreensível que, numa fúria purificadora como a que nos últimos meses varreu o Parque Biológico de Gaia, se queira de um só golpe erradicá-lo de locais onde a sua presença é comedida e perfeitamente integrada na paisagem, abrindo clareiras áridas que levarão muitos anos a rearborizar.

Mas há eucaliptos e eucaliptos: o que ocupa Portugal de norte a sul é o Eucalyptus globulus, originário da Tasmânia e de uma pequena faixa costeira no sudeste australiano; mas o género Eucalyptus - que, com excepção de dezena e meia de espécies na Nova Guiné, Filipinas e Timor, é exclusivo da Austrália - conta com mais de 500 espécies perenifólias, muito diversificadas quer no tamanho (de pequenos arbustos a algumas das maiores árvores à face da Terra), quer na forma, quer na textura do tronco (que pode ser liso, ou rugoso, ou sulcado, ou descascar-se em longas tiras). O que há de comum a todas as espécies é o tipo de flor, com um tufo de estames a emergir de uma espécie de cálice, e a morfologia variável das folhas, em geral mais rombudas e encurtadas quando jovens.

Além do Eucalyptus ficifolia, notável pela beleza da sua floração, outros eucaliptos há que são valorizados pelas suas qualidades ornamentais. O que hoje aqui trazemos provém, como a Araucaria bidwillii, a Agathis robusta e a Macadamia integrifolia, de Queensland, no nordeste da Austrália: é o Eucalyptus citriodora, que exibe um tronco liso, de cor leitosa, uma copa aberta e de folhagem esparsa, e pode atingir alturas até 50 metros. Mas a característica que mais facilmente o diferencia dos outros eucaliptos é o intenso aroma a limão que as folhas exalam quando esmagadas. (Não arranque folhas da árvore para fazer a experiência: aproveite alguma que esteja caída!)

O mais bonito Eucalyptus citriodora que vimos em Portugal está no Jardim Botânico de Coimbra, num dos canteiros no limite poente do jardim, perto da entrada principal. Um outro mora em Angra do Heroísmo, no patamar inferior do Jardim Duque da Terceira. Finalmente, no Porto, conhecemos só os dois que acima mostramos: um adulto no Parque de S. Roque e um jovem à entrada da rua de Entre-Quintas, atrás da Biblioteca Almeida Garrett. Apesar de curta, a vida deste eucalipto tem sido atribulada: a certa altura uma golpe de vento quebrou-lhe a copa, deixando-o reduzido a um pau; milagrosamente, do pau foram brotando folhas e ramos, e a copa acabou por se reconstituir; mas a árvore ressuscitada é sujeita à tortura diária dos encontrões por carros em manobras de estacionamento, e o seu tronco apresenta profundas feridas. Custaria muito aos serviços da Câmara protegê-la com uma cerca?

23/11/2004

Reciprocidades

Vale bem a pena visitar o desNORTE, que nos propõe viagens, guiadas por mão segura, por "lugares, histórias, sons e outros assuntos não relacionados". O mais recente postal deste blogue, ilustrado por persuasivas fotos, convida-nos a conhecer o Parque de S. Roque, no Porto. Óptima sugestão!

27/10/2004

Uma flor no labirinto


Foto: pva 0410 - Parque de S. Roque (Porto)

Este labirinto é dos fáceis: as circunferências concêntricas de buxo (Buxus sempervirens) formam um desenho quase simétrico, e as passagens transversais entre os anéis parecem distribuir-se a intervalos regulares; visto do patamar superior de onde a foto foi tirada, tem a nitidez de um diagrama geométrico. Não é desafio para um adulto, pois a sebe, que atinge pouco mais de um metro de altura, não lhe tolhe a visão; e mesmo uma criança dificilmente se sentirá perdida nos seus previsíveis meandros.

É pois com um encolher de ombros que um apreciador de labirintos reagirá a tão pobre criação (que, registe-se, nem sequer é original, pois o labirinto de S. Roque é cópia de um outro na Quinta da Prelada). Mesmo a secção de passatempos do jornal dominical lhe traz exemplos mais aliciantes. E o melhor é nem invocar o famoso labirinto de Hampton Court, construído num tempo e para uma classe em que o entretenimento era a ocupação de uma vida inteira. Hoje em dia, a criança aprende desde cedo a não brincar: aos dez anos é crescida demais para andar de baloiço, e até o labirinto já perdeu toda a graça.

Fiquemo-nos pelo labirinto como adereço da paisagem, e aí só temos a ganhar. Vemo-lo bordejado de camélias, e quando elas florirem teremos, mesmo os adultos, bom pretexto para reavivar o espiríto lúdico: qual o melhor caminho para aquela flor? E no centro da foto, pinceladas com tons laranja, vemos duas árvores, a mais alta um carvalho-americano (Quercus coccinea) e a outra uma faia (Fagus sylvatica), marcadas pelo Outono que atravessamos.

09/10/2004

A última brincadeira do Verão


Fotos: manueladlramos 0410- Frutos de butiá no Parque de S. Roque/ Porto
Nestas últimas horas, o Vento espantou definitivamente o Verão, mas há apenas uma semana, este ainda andava de mãos dadas com o Outono a passear pela cidade! Encontrei-os - aos três: Vento, Verão e Outono -no Parque de S. Roque a brincar com uma palmeira. Entrei na brincadeira e, sorte a minha, fui presenteada com uns frutinhos doirados, minúsculas tangerinas (ca. 2 cm. de diâmetro) que caíam ao menor sopro, de maduras que estavam. O canteiro, em redor do espique, ficou cor da tentação!
O seu aroma delicioso (descrito aqui como «sweet-tart flavor ... reminiscent of both apricots and a pineapple-banana mixture») engana perfeitamente quem pensa que estes frutos são tão saborosos como o perfume que exalam ou tão doces como a sua cor é quente! São mesmo muito ácidos.

.Butiá..
0410- Parque de S. Roque/ Porto
Alguns dos nomes brasileiros desta espécie de palmeira -que presumo ser uma Butia capitata- "Butiá-de-vinagre, butiá-azedo, coqueiro-azedo" são aliás elucidativos sobre o gosto do fruto. Deve ser essa uma das razões por que são usados (na terra delas: Paraguai, Brasil, Uruguai e Norte de Argentina) para se fazer geleia, licor, cachaça e vinagre. Usam? Será esta a palmeira da geleia?
(Como gostava que os nossos amigos brasileiros e uruguaios que nos visitam, nos esclarecessem ;-)

12/09/2004

Debaixo da "sazanka" florida

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Há uma semana tinha sido aqui anunciado que as Camellia sasanqua já estavam em flor no parque de S. Roque. Fui lá vê-las: são tantas e tão floridas! E perfumadas! Um aroma peculiar com um levíssimo toque a terra. Gostei também de ver o parque infantil animado. Duas meninas vestidas da mesma cor das flores compunham o quadro.
......
Fotos: mdlramos 0409- Parque de S. Roque (Porto)

Segundo nos conta L. Onoki numa das suas interessantes crónicas do Japan Times, o nome japonês para estas camélias é sazanka, estando na origem do termo que designa cientificamente a espécie. As outras, as Camellia japonica, são no Japão designadas genericamente por tsubaki. Enquanto que nestas últimas a 'cabeça' da flor cai inteira (razão pela qual, no tempo dos samurais, tal era considerado de mau agoiro, prenunciando uma morte súbita), nas sazankas as pétalas, que estão separadas, caem uma a uma.
Felizmente, parece que a floração se prolonga durante bastante tempo.

05/07/2004

Parque de S. Roque

Sempre que lá vou fico com pena de não viver mais perto!
É um dos mais belos jardins do Porto. Quatro hectares resguardados, ajardinados:
um local verdadeiramente aprazível!
Tem um pequeno parque infantil e pode levar-se o cãozito da família também.
(não esquecer um saquinho para apanhar as "necessidades")
Um lugar de eleição para as manhãs e tardes das férias.

Do site de turismo da CMdoPorto dedicado aos Parques e Jardins
vem esta sugestão para um percurso:
«50 minutos no Parque de S. Roque (4º Passeio)
O Parque de S. Roque, antiga Quinta da Lameira, abriu ao público em 1979. Adquirida pela Câmara Municipal à família Ramos Pinto/Calém, a propriedade de quatro hectares possuí uma bonita casa apalaçada.
Comece o passeio a partir do portão existente na travessa das Antas (1). O parque apresenta logo à entrada uma fresca e frondosa mata. Siga o caminho central até uma pequena elevação com bancos de pedra - o Coreto (2). Retome o percurso por um trilho que passa por duas pontes sobre o lago. Por uma descida acentuada chegue a uma clareira com uma magnífica vista sobre o Douro e a zona do Freixo: está na Alameda Principal (3). Percorra toda a alameda, ladeada de belos relvados, e desça até encontrar uma zona de estadia. Neste largo avista as ombreiras de um portão (4) que demarcam a entrada nos jardins mais formais. Vire à direita por uma escada até às plataformas relvadas, onde existe um lago e um parque infantil. À sua frente surge um gracioso labirinto de buxo (5). Deixe-se guiar pelos trilhos deste jardim e divirta-se a descobrir a sua saída. Siga em frente e contorne um jardim rectangular com muitas variedades de cameleiras (6). Passe, então, para outro jardim adjacente à casa amarela, muito recortado com pequenos lagos, fontes e repuxos. Desça pela esquerda, pelas escadas, para admirar a fachada frontal do edifício. Está-se na rua S. Roque da Lameira (7), e aqui termina este passeio. Se veio de transportes públicos, dirija-se à próxima paragem desta rua. Caso tenha utilizado o transporte individual prepare-se para a íngreme subida, retemperando forças na casa de chá.

INDICAÇÕES ÚTEIS
Ponto de Partida: travessa das Antas
Extensão: 1,2 km
Transportes públicos (de chegada): autocarros 6, 22 e 78
Estacionamento: travessa das Antas
Locais de repouso: bar e esplanada da casa de chá
Horário: Outubro a Março - 9h/19h
Abril a Setembro - 9h/20h»

Jacarandá em flor- S. Roque

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Foto: mdlramos 0407- Parque de S. Roque (Porto)
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Ainda os jacarandás estão em flor... e já começa a ronda dos eucaliptos vermelhos!
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