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20/09/2010

Traço amarelo contínuo


Ononis ramosissima L.


Os portugueses mantêm uma relação distante com o código da estrada: sabem que existe, mas preferem ignorar o que diz. Quando o código balbuceia alguma tímida proibição, mandam-no cantar para outra freguesia — isto se chegarem a ouvir-lhe o canto. É provável até que, ouvindo-o, não o saibam interpretar. Tais portugueses (refiro-me aos outros, não a mim nem a si, estimado leitor) teriam dificuldade em captar o trocadilho que dá título ao texto. Impõe-se, pois, uma breve explicação. Aquelas linhas amarelas que existem em algumas ruas junto aos passeios não indicam (ao contrário do que a prática geral dos automobilistas e a complacência da polícia fazem crer) estacionamento livre e gratuito. Muito pelo contrário, assinalam locais onde é proibido estacionar. Se o traço for descontínuo, pode-se parar mas não estacionar; se for contínuo, não é sequer permitido parar.

Que pensar então da linha amarela tendencialmente contínua que enfeita a estrada atlântica entra a Praia da Vieira e São Pedro de Moel? Por exceder a espessura regulamentar, talvez ela traduza uma proibição ainda mais severa do que a da simples paragem. Mas é difícil, a um amador de botânica, acatar uma ordem dessas sem antes averiguar da índole claramente vegetal de tão vistosa marca rodoviária. Lá se aproveitou um aceiro para encostar o carro e toca a recolher amostras fotográficas para posterior análise em laboratório caseiro. E houve tempo também para confirmar que esta é, em muitos sentidos (olfactivo, visual, táctil e — se contarmos com as camarinhas — gustativo), uma das melhores estradas do país.

Efectuadas as análises, ficámos a saber que o traço amarelo da estrada atlântica é produzido pelas flores de uma planta, Ononis ramosissima, que é a versão em tamanho grande de uma herbácea dunar que nos visitou a semana passada. Trata-se de um arbusto muito ramificado, com uns 60 cm de altura, que floresce com abundância de Abril a Junho e, de forma mais esparsa, também no resto do ano. Normalmente está confinado a falésias e dunas costeiras, mas nesta região do centro do país aparece a algumas centenas de metros do mar. Além de ser nativo de Portugal, o Ononis ramosissima ocorre de ambos os lados da bacia mediterrânica, de Espanha à Grécia e de Marrocos a Israel.

22/05/2010

Abutres do Rei

Limodorum abortivum (L.) Sw.

Há pessoas que representam numa ordenação assaz estranha as épocas ao longo das quais vai progredindo a formação de uma nação. Imaginam que inicialmente um povo se encontraria reduzido a um estado de animalidade rude e selvagem; que, passado algum tempo, os homens teriam experimentado a falta de uma melhoria no plano moral, tendo portanto de estabelecer a ciência da virtude; que, para introduzir os respectivos ensinamentos, teriam pensado em torná-los sensíveis por intermédio de belos exemplos, e que desta maneira teria sido inventada a Estética; que, daí em diante, com o auxílio das prescrições da Estética, se teriam produzido símbolos dotados de beleza, e que por essa via se teria chegado à origem da arte; e que, por meio da arte, esse povo seria finalmente conduzido ao grau mais elevado da cultura humana. Tais pessoas deviam ficar a saber que, pelo menos com os Gregos e os Romanos, tudo se passou na ordem exactamente inversa. Esses povos começaram com a sua época heróica, que indubitavelmente foi a mais elevada a que alguém poderá alcandorar-se; quando deixaram de dispor de heróis no plano das virtudes humanas e civis, passaram a criá-los em formas poéticas; quando já não conseguiam criá-los sob essas formas espontâneas, inventaram as regras para o fazer; quando se enredaram em tais regras, criaram, por abstracção, a sabedoria universal; e, quando chegaram ao fim, tinham-se tornado maus.

Henrich von Kleist, Sobre o Teatro de Marionetas e Outros Escritos (trad. José Miranda Justo, Antígona, 2009)

06/05/2010

O nosso edelweiss

Evax pygmaea subsp. ramosissima (Mariz) R. Fernandes & Nogueira
O edelweiss (Leontopodium alpinum Cass.), famosa alegoria dos Alpes, é uma herbácea vivaz, monóica, de porte erecto (até cerca de 20 cm), nativa das montanhas da Europa Central, onde é espécie protegida e de colheita interdita. As inflorescências são invólucros estrelados com 5 a 10 capítulos de dezenas de florículos (os masculinos tubulares e amarelos, os femininos esverdeados e ligulados), cada um não excedendo os 3 mm de diâmetro. Um livro de flores, digamos, em que a capa é feita de brácteas desiguais cobertas de densa penugem branca.

Foi a parecença com esta estrutura floral que nos atraiu para a planta das fotos, que encontrámos nas areias do Pinhal de Leiria e revimos no litoral de Gaia. É certo que é menos peludinha que a anterior porque mora à beira do mar português ou do Mediterrâneo e aí não precisa de agasalho como nos Alpes. Além disso, a evace-anã é anual e não se eleva além dos 4 cm, optando por lançar raminhos que tecem um tapete compacto (é, por isso, ramosissima). As folhas superiores formam uma roseta, as outras, menores, são caulinares e alternas; e, na época da floração, o conjunto de folhas mal se vê abrigado que fica à sombra da inflorescência.

26/03/2010

Mostarda em barda

Brassica tournefortii Gouan.


Era sabido que não tardaria a vingança das couves e dos rabanetes. Um acto de contrição só me fica bem: eu já desdenhei das couves. Infringindo a liberdade que cada um tem de ser rei (ou rainha) em sua casa, opinei por escrito que um vizinho meu, em vez de couves, deveria ter na varanda alguma flor mais requintada. Desataram então as couves a perseguir-me em tudo quanto é jardim, fingindo-se, com indiscutível brio, de plantas ornamentais. É que a Brassica oleraceae L., que comparece à nossa mesa sob os mais diversos disfarces (penca, repolho, couves-de-Bruxelas, bróculos, couve-flor), também dispõe de uma versão anã, com folhagem em tons de rosa, amarelo e vermelho, própria para enfeitar canteiros. Tal disfarce, porém, não engana os coelhos que pululam nos jardins do Palácio de Cristal: couve, segundo eles, é para comer com a boca e não com a vista. Nos outros lugares da cidade onde não há desses vorazes roedores, as couves ornamentais têm vida mais tranquila. E há até um funcionário especializado em cortar à tesoura as hastes florais, poda inocente que visa evitar que a planta revele ao mundo o seu carácter de hortaliça.

Antes de chegarem às hortas — e, mais recentemente, aos jardins —, as couves foram simples plantas espontâneas, brotando em terrenos pedregosos ou ruderais desde a Europa mediterrânica até à Ásia temperada. Das mais de 30 espécies do género Brassica, 21 são europeias e 10 delas ocorrem na Península Ibérica. Mesmo das que foram domesticadas (como a nabiça — Brassica napus L.) encontram-se ainda populações silvestres. E algumas são invasoras fora do seu território de origem. Um exemplo é a mostarda africana, Brassica tournefortii, que pelo seu comportamento reprovável se tornou problemática nos desertos da Califórnia e do México. É que ela, habitante dos lugares mais áridos do norte de África e do Médio Oriente (e também de alguns países do sul da Europa, incluindo Portugal e Espanha), já sabia bem como sobreviver nesses habitats inóspitos. O segredo está em aproveitar qualquer vestígio de humidade para germinar antes da concorrência.

Mostarda é o nome que se dá ao condimento preparado com as sementes desta e de outras plantas semelhantes. As mostardas mais suaves provêm da Sinapis alba ou da Sinapis hirta; as mais pungentes obtêm-se de plantas como a Brassica juncea, a Brassica nigra ou a Brassica tournefortii.

19/03/2010

O pinhal antes do rei

Pinus pinea L.
O verdadeiro Pinhal de Leiria, ou Pinhal do Rei, fica, não em Leiria, mas no concelho da Marinha Grande. São uns 110 km^2 (ou 11000 hectares) de uma vegetação que só na aparência é monótona. Entre a estrada atlântica e o mar predominam os arbustos rasteiros: tojo, camarinhas, sabinas e sargaços fazem companhia às perigosas acácias (A. longifolia) e aos famosos pinheiros serpentes. À medida que caminhamos para a costa, vai surgindo a típica vegetação dunar, dela se destacando as armérias (Armeria welwitschii) pela beleza e os chorões (Carpobrotus edulis) pela nocividade. Para o interior, a leste da estrada atlântica, desenvolve-se o pinhal propriamente dito, em que um rico sub-bosque de adernos (Phillyrea angustifolia), urzes e samoucos (Myrica faya) se deixa engalanar por trepadeiras como a Rubia peregrina e a salsaparrilha (Smilax aspera). E há ainda os musgos, os líquenes e toda a vegetação herbácea.

Isto, porém, é só uma ténue amostra dos tesouros que se encontram naquela ínfima parcela das matas nacionais que é ocupada pelo pinhal manso. O Pinhal do Rei encontra-se dividido por aceiros e arrifes numa malha de rectângulos paralelos à linha costeira, cada um deles com cerca de 400 metros de largura por 880 metros de comprimento. Haverá uns 310 destes rectângulos. O pinhal manso, que fica situado uns 5 km a nordeste de São Pedro de Moel, estende-se por dois ou três rectângulos contíguos, mas a sua área não deverá exceder a de um único rectângulo. Dito de outro modo, o pinhal manso perfaz 0,32% do Pinhal do Rei: 35,2 hectares de um total de 11000.

O que este pinhal manso tem de especial é ser anterior à grande plantação de pinheiros-bravos que terá começado no tempo de D. Dinis. Por nos dar uma amostra de como era, em tempos imemoriais, a paisagem destes lugares, o pinhal manso é uma relíquia única; e, sendo embora pequeno, está tão pouco adulterado que talvez não haja, em Portugal, qualquer outro bosque natural de pinheiros-mansos que se lhe possa comparar.

A beleza deste conjunto de árvores forma um quadro digno de se ver, e o bosque seria uma preciosidade mesmo que só tivesse pinheiros-mansos. Mas a eles vieram juntar-se muitos arbustos: os mesmo que acima listámos e ainda carrascos (Quercus coccifera), folhados (Viburnum tinus) e medronheiros (Arbutus unedo). E este ecossistema riquíssimo, em plena maturidade, é também abrigo para numerosas aves de rapina.

Ainda decorrerá a eleição das sete maravilhas naturais de Portugal? E serão mesmo sete? Seja lá como for, deixamos aqui registado que este pinhal manso é o nosso candidato e que é dele o nosso voto.

01/03/2010

Líquen das renas

Pinus pinaster Aiton — Praia do Pedrogão, Leiria
Ensinam os livros que um líquen, por muito que a sua aparência o não denuncie, é formado por dois seres — uma alga e um fungo — em associação simbiótica. As moléculas de um e de outro misturam-se segundo certas proporções, com a alga fazendo as despesas da fotossíntese, e o fungo absorvendo a humidade atmosférica e proporcionando à sua companheira uma capa protectora. Há liquenes em paredes que parecem tinta a descascar-se, outros que acrescentam às árvores as barbas que elas nunca tiveram, e ainda outros, como este que encontrámos num pinhal, que parecem pequenos arbustos vistos através duma câmara de infravermelhos.

Líquenes são criaturas tenazes. Não extraem água nem nutrientes do solo, e revelam-se aptos a sobreviver em condições que nenhum outro organismo vivo suportaria: a pedra nua, a areia do deserto, e mesmo o vácuo do espaço sideral. O seu ponto fraco é serem vulneráveis à poluição atmosférica.

Cladonia portentosa (Dufour) Coem.


De um dos lados do aceiro que rompia pelo pinhal, o solo estava atapetado por uma almofada de líquenes com uns seis centímetros de altura, como se uma nuvem esverdeada pairasse a nível do chão. Apesar de nada querer tirar do solo, o líquen-das-renas precisa de espaço livre para se espraiar. Por isso segrega substâncias que se infiltram no solo e impedem a germinação ou o crescimento de novas plantas. O seu próprio crescimento é muito lento: 6 mm por ano ou pouco mais. Se alguém vier pisoteá-lo, ou se algum animal fizer dele o seu pasto, levará muitos anos até que recupere, se é que alguma vez consegue fazê-lo.

O nome líquen-das-renas aplica-se, com mais propriedade, a uma espécie afim desta [Cladonia rangiferina (L.) Weber ex F. H. Wigg.], que habita sobretudo terras do norte, algumas para lá do círculo polar árctico, e serve de alimento a renas e alces. Há também quem a use ou tenha usado como remédio ou alimento, ou para preparar bebidas alcoólicas. Por ignorarmos se a espécie mais meridional é passível dos mesmos usos, e também para não pormos em perigo a sua conservação, preferimos não divulgar tais receitas.

22/02/2010

Alecrinzito

Halimium calycinum (L.) K. Koch
Porque as folhas deste pequeno arbusto lhes fazem lembrar as do alecrim (Rosmarinus officinalis L.), os espanhóis chamam-lhe romerito ou romera; ao alecrim, está bom de ver, chamam eles romero. De facto, há pelo menos quatro romeritos na flora espanhola, todos de folhagem semelhante: dois no género Cistus [C. libanotis L. e C. clusii Dunal], e dois no género Halimium [H. calycinum e H. umbellatum (L.) Spach]. O H. calycinum dá flores amarelas, os outros três alecrinzitos dão flores brancas. Escusado será dizer que a designação agora proposta, num arroubo algo irreflectido de iberismo, vai agravar a confusão entre os portugueses que se iniciam nos mistérios da botânica. Pese embora a semelhança fortuita da folhagem, o alecrim e os alecrinzitos integram famílias botânicas bem distantes uma da outra, como aliás se constata pela morfologia das flores. Pensando bem, talvez seja mais avisado continuarmos a chamar sargaço(a) ou sargacinho(a) aos arbustos do género Halimium.

Se não fossem as flores a vincar a diferença, o Halimium calycinum e o Cistus libanotis seriam quase gémeos, com o segundo um pouco mais espigado do que o primeiro (1 m contra 60 cm). Ambos ocorrem no litoral português, o primeiro do Douro Litoral ao Algarve, o segundo só em partes da costa alentejana e da algarvia. O Pinhal de Leiria, onde os arbustos das fotos foram encontrados em local próximo da Praia do Pedrogão, é bem representativo do tipo de habitat escolhido pelo H. calycinum: pinhais costeiros, matos secos e dunas. Ocasionalmente, mas não em Portugal, encontra-se também em terrenos arenosos longe do mar, como os que há na província de Madrid, onde a planta é protegida por lei. Globalmente, a sua distribuição restringe-se à Península Ibérica e a Marrocos.

A flor aí em cima, desabrochada ainda em Janeiro, deve ser a primeira do ano. Havia mais botões no mesmo arbusto, e muitos arbustos sem um único botão, mas flores só havia essa. Entretanto muitas mais terão aberto; até Junho ou Julho, a produção deve continuar a bom ritmo. Pois estas são flores de um dia só, e importa não deixar que o colorido esmoreça.

19/02/2010

Pinheiros rastejantes

Pinus pinaster Aiton — Praia do Pedrogão, Leiria


O litoral centro do país é uma plantação quase contínua de pinheiros-bravos. É lá que se encontra o famoso pinhal que D. Dinis, o rei-poeta dos primórdios da nossa nacionalidade, teria mandado semear. O Pinhal de Leiria, também chamado Pinhal do Rei, não se situa exactamente em Leiria, mas sim na Marinha Grande. Contudo, os pinhais adjacentes à Praia do Pedrogão, igualmente integrados em matas nacionais e em tudo indistinguíveis do vizinho Pinhal de Leiria, ficam já no concelho de Leiria. Por isso não será um abuso de grande monta colocar a etiqueta Pinhal de Leiria no rodapé desta mensagem.

Os pinheiros serpentes, obrigados pela maresia a adoptar uma retorcida postura horizontal, são um dos ex-libris da franja marítima destas matas. Umas dezenas de metros mais arredados do mar e os pinheiros já levantariam a cabeça sem dificuldade. Ou talvez estes répteis vegetais se tenham desenvolvido numa época em que a vegetação dunar (camarinhas, sabinas, acácias), mais escassa do que hoje, não funcionava como cortina de protecção.

O pinheiro da foto está morto. Logo ao lado havia outro ainda vigoroso, mas não se curvava de modo tão arrepiante. O que porém nos arrepiou de verdade foi notar como eram muitos os pinheiros total ou parcialmente desfolhados. Não sabemos se o nemátodo do pinheiro já aqui chegou e se essas árvores foram as suas vítimas. Agora que pouco ou nada se pode fazer para travar a propagação da doença, só nos resta desejar que a maioria dos pinheiros consiga resistir-lhe. Porque a perda destes pinhais, com a toda a riqueza natural que encerram, seria uma catástrofe inimaginável.

09/02/2010

Sabina e o mar

Juniperus phoenicea L. subsp. turbinata (Guss.) Nyman


Como vão? Afadigados? Mas agora estão sentadinhos, não é? Então conversemos nesta esquina, desse modo descansam e eu tenho a graça da vossa companhia.

Sabem o que é um sabino? Eu nunca tinha usado esta palavra. É um cavalo de pelagem branca mesclada de vermelho e preto. Curiosamente, uma sabina não é uma égua, e até pertence a outro reino: é um junípero que tem frutos igualmente coloridos. O das fotos, acompanhado por um pinheiro moribundo, tem copa turbinata, que traz à memória um pião, aquele brinquedo de madeira em forma de pêra com uma ponta metálica.

[Hã?... E conseguiam jogá-lo para ele bailar aprumado, manipulando o fio sem o fazer tropeçar na dança? Eu não. O pião era brinquedo de meninos. Agora vendem-se em cristal, prenda desajeitada. Felizmente a ciência não é esquisita quanto ao género que a estuda, e a requintada física deste movimento está acessível a todos. Mas estou a desviar-me, onde é que eu ia?]

Ah, sim, a copa densa deste junípero tem o formato de um pião grande, excepto se o vento exagera e a obriga a rastejar, torcendo-lhe a vontade. Como o cavalo ou o pião, a sabina (referenciada por alguns como Juniperus turbinata Guss.) tem encantos. Mora em matagais litorais, dunas fixas e areais, ou vales quentes e secos da região mediterrânica. Floresce de Fevereiro a Abril e distingue-se de outros juníperos por ter frutos ruivos quando maduros (com costuras na casca), e alguns ramos que se juntam numa ponta alargada, como uma cauda, excedendo a grossura da ramagem adjacente; além disso, as folhinhas cobrem os talos, em disposição tão justa que estes são suaves ao tacto. Como é frequente na família Cupressaceae, as folhas juvenis (três por cada nó, aciculares, de uns 15 mm de comprimento) são distintas das adultas (estreitas, escamiformes, com glândulas resinosas no dorso). Os cones masculinos e femininos nascem na mesma planta (raramente em pés distintos).

É espécie longeva e protegida em alguns habitats. O que significa isso? Pouco, para falar verdade. A madeira é compacta, de grão fino, duradoura e aromática, por muitos a preferida para as lareiras. Por isso, e porque cresce lentamente, são escassos os exemplares bem desenvolvidos.