01/11/2005

Alpinia zerumbet


Fotos: pva 0509

A primeira imagem que vimos desta herbácea de origem indiana, parente do gengibre (Zingiber officinale) e igualmente com rizomas aromáticos, foi a da capa do livro Tropical flowering plants, de Kirsten Albrecht Llamas. Há poucos dias, no Jardim Botânico do Porto, num recanto em meia-sombra, encontrámos um exemplar com uns 3 metros de altura, folhas lanceoladas e luzidias, e um cacho de flores. As três pétalas de cada pérola da inflorescência, que parecem de porcelana, abrem-se para revelar uma "língua de dragão" (característica da família Zingiberaceae) que nesta espécie é dourada com riscas de cor magenta. O termo zerumbet deriva da designação persa zarambãd; o género Alpinia homenageia o naturalista italiano Prospero Alpini (1553-1617).

Há um ano...

............................. por esta altura, os estorninhos andavam numa autêntica lufa-lufa abatendo-se em bando sobre os lódãos (Celtis australis) aqui da zona. Este ano ainda não vi nenhum e cheguei à conclusão que deve ser por afinal haver pouquíssimas "ginginhas-de-rua" nas árvores, ao contrário do que parece à primeira vista (com efeito, grande parte das folhas têm a ponta seca, preta como as pequenas drupas que costumam fazer as delícias dos pásssaros.)

31/10/2005

ALIADOS - actualização

Dragoeiros nos Açores



Fotos: pva 0509 - Dracaena draco no Jardim Duque da Terceira, Angra do Heroísmo

Ainda que haja dúvidas de que o dragoeiro (Dracaena draco) seja nativo dos Açores, ele é tão característico dessas ilhas como da Madeira e das Canárias, de onde é seguramente originário: não há verdadeiro jardim açoriano onde ele não compareça. Este exemplar, que mora no patamar superior do Jardim Duque da Terceira, terá decerto idade considerável, embora não atinja o porte monumental de alguns na Madeira e nos jardins botânicos de Lisboa. O que nele há de assinável é que, ao invés do que é típico da espécie, se ramifica quase a partir da base. De resto a ramificação segue a regra dicotómica ditada pela genética: cada ramada se vai bifurcando sucessivamente, com as folhas pontiagudas dispondo-se em coroas nas extremidades dos ramos mais jovens; o efeito do conjunto, com a copa perfeitamente circular, é semelhante ao de um amplo guarda-sol de varetas intumescidas.

O estatuto do dragoeiro na iconografia açoriana é confirmado por um livro que comprei na livraria In-Fólio (na Rua da Guarita, em Angra): editado em 2005 pela Presidência do Governo Regional dos Açores, e com o título Dragoeiros do Museu do Vinho, o volume - encadernado, 72 páginas - reúne excelentes fotos da autoria de António Araújo e alguns breves textos introdutórios. Pela clareza e rigor, realço o de João Paulo Constância, de que aqui transcrevo um excerto: «Esta espécie de dragoeiro foi uma das principais espécies tintureiras, com interesse comercial, utilizadas entre os séculos XV e XIX. A sua resina, transparente e de cor vermelho sangue, é conhecida por sangue de dragão ou drago, tendo sido utilizada como substância corante e na produção de tintas, lacas e vernizes. Há também referência ao uso da resina em medicina popular.»

O Museu do Vinho fica na Vila da Madalena, Ilha do Pico. Visitei a ilha há uns anos de corrida, mas não vi o museu. Há agora mais motivos para lá voltar, mesmo para quem, desprovido como eu de ambições políticas, se iniba de ascender ao cume da ilha.

P.S. (2 de Novembro): Veja aqui os notáveis dragoeiros do Museu do Vinho. Obrigado, Pedro.

30/10/2005

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Parque da cidade, ontem - em primeiro plano tronco de Quercus robur
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«Sou homem inteiramente ligado à natureza. Meu ser, minha vida, minha cultura são a natureza. Dela dependem minha sobrevivência e minha criatividade.» Frans Krajcberg *

* Artista brasileiro de origem polaca "que desenvolve esculturas com a utilização de cascas de árvores e tonalidades da própria terra"; dedica-se também à fotografia .
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29/10/2005

Provérbio

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«A par do rio, nem vinha, nem olival, nem edifício.»
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28/10/2005

Dezasseis anos depois



Fotos: pva - plátano na marginal de Gaia - Dezembro de 1989 / Outubro de 2005

O ano de 1989 terminou atribulado para os habitantes das zonas ribeirinhas do Douro, com o rio a subir-lhes até ao primeiro andar das casas. O plátano na marginal de Gaia junto à Ponte D. Luiz I, já diminuído por poda que lhe reduzira a copa a meia dúzia de tocos, ainda suportou a indignidade de mergulhar o tronco nas águas turvas do rio. Afinal sobreviveu à agressão humana e ao ímpeto das águas, e ei-lo em 2005, com a copa reconstituída, pronto para vencer mais um século. São retalhos da memória, os das fotos separados por dezasseis anos e outros que elas não mostram, que a mesma árvore renovada ajuda a entretecer nestes dias de chuva redentora.

27/10/2005

"Não há, não, duas folhas iguais em toda a criação"

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Foto: manueladlramos 2002- Detalhe da estampa VII da Flora Lusitanica (1804) de F. Avelar Brotero
(exemplar da Biblioteca do Instituto Botânico do Porto)

Pastoral
Não há, não,
duas folhas iguais em toda a criação.

Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais.

Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
baínha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.


Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.

Nas formas presentes,
nos actos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.

Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento.

Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam
nas dobras do vento.

É dessas que eu sou.
António Gedeão (Poesias Completas, 1956-1967 )
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26/10/2005

Flores de Outono


Fotos: pva / mdlr - flores de nespereira; mdlr - panículas dos botões florais cobertos de lanugem, parecendo uns "cachozinhos de lã" , razão de ser da designação científica do género (Eriobotrya )

Agora que Outubro se instalou, as nespereiras estão em flor, preparando os frutos que nascerão em Abril. Não, não há engano: esta árvore não segue a tradição de florir na Primavera e frutificar no Outono.

É uma rosaceae de folha perene, nativa da China e Japão. As flores são brancas, perfumadas, com cinco pétalas; agrupam-se em cachos nas extremidades dos ramos e têm pedúnculo penugento. As folhas, alternadas e sésseis, mais largas junto ao ápice, são de cor verde escura, de aspecto ligeiramente enrugado, face inferior coberta de lanugem castanho-ferrugem e margens dentadas.

A nespereira (do grego méspilon) é do género Eriobotrya (de érion, lã, e bótrus, cacho), espécie japonica. A designação comum em língua inglesa, loquat, deriva do chinês luh kwat que se refere ao fruto como «quase uma laranja».

A nêspera é arredondada, carnuda, com sabor próximo do do pêssego e casca alaranjada; celebrizou-se através do poema de Mário-Henrique Leiria (Rifão quotidiano, in Novos Contos do Gin, 1974) que o actor Mário Viegas popularizou:

Uma nêspera
estava na cama
deitada
a ver
o que acontecia


chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece

25/10/2005

"Aux Champs Élysées..."

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Avenida dos Campos Elísios (Agosto 2005) com as suas múltiplas filas de árvores talhadas caracteristicamente "à la marquise" : na extremidade Este o Arco do Triunfo, e no lado oposto a "Place de La Concorde" que dá acesso ao "Jardin des Tuileries" .
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Sempre que os arquitectos ou outros responsáveis se dignam falar da "requalificação" que estão a querer impôr na zona mais emblemática da cidade do Porto (e que, alegadamente, se anda lá a "burilar" há mais tempo do que pensávamos...), não faltam exemplos de praças e avenidas estrangeiras. Até com uma fonte inspirada em modelo parisiense nos querem presentear; assim como francês, mais concretamente como os dos Campos Elísios, pretendem que seja o "corredor de árvores" da Avenida dos Aliados, onde se projecta "subir o verde", eliminando-o do chão.
Cores e flores? Nem vê-las! Até porque (dizem eles) «"Nos Campos Elísios (Paris) não há canteirinhos", acrescentou Souto Moura, mostrando uma fotografia do coração da capital francesa.(...)»

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Pois não! Ladeando um terço da grande avenida há um lindíssimo jardim cheio de relvados e canteiros floridos, fontes, e árvores centenárias!

"Eh bien! Ça alors !? Oh la, la..."

«Aux Champs-Elysées, aux Champs-Elysées
Au soleil, sous la pluie, à midi ou à minuit,
Il y a tout ce que vous voulez aux Champs-Elysées ...»
(Joe Dassin; paroles et musique de Pierre Delanoel)
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24/10/2005

Crença popular - noz

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«É crença popular que na noz não se pode deitar feitiço, porque a casca está em cruz.»

(José Leite de Vasconcelos, Etnografia portuguesa: tentame de sistematização. Lisboa : IN-CM, 1958-1988, vol.III, p.304)

23/10/2005

Cancioneiro popular - noz

«A nogueira é de segredo,
Tem no segredo na noz;
Vós chamais-me doido, doido,
Eu endoideço por vós.
»

Certidão de idade


Foto: pva 0505 - nogueira (Juglans regia) no Jardim das Virtudes, Porto

«Redescobrira a manhã, que a pureza virginal e bravia das manhãs de outrora a mesma era, como se todas uma só, indefinida e rosada.

Já a nogueira do valado, essa não. Que assim crescida e copada, que grossura de tronco deitava! E, no entanto, criara-se a ouvir que não passava de uma varinha aí da grossura dum dedo quando os pais tinham casado. Ali via essa nogueira a valer de certidão de idade, tanto mais que se lembrava dela de todos os tamanhos, até ser tal qual agora.»

Tomaz de Figueiredo, cap. XVI de A toca do lobo (1947, reed. INCM 2005)

22/10/2005

Estrelícias

Mantêm-se sempre em posição de voo
Talvez um dia as raízes
as não impeçam de voar

Jorge de Sousa Braga, Fogo sobre fogo (1998)


Foto: pva 0510 - Strelitzia reginae

21/10/2005

Os nomes das árvores - plátanos

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Pelas melhores e piores razões temos ultimamente falado de plátanos, a árvore de sombra por excelência na maior parte das cidades da Europa e da América do Norte, e a folhosa ornamental mais regularmente distribuída de norte a sul de Portugal. E hoje, na sequência do que já foi aqui escrito nos comentários pela nossa amiga Ver, tentamos deslindar a sua origem e a razão de ser dos seus nomes.

Segundo Plínio -que no início da nossa era escreveu não haver árvore que melhor protegesse do calor do sol - os plátanos teriam sido introduzidas em Itália cerca de 390 a.C. provenientes da Grécia, onde eram objecto de uma veneração especial. Ainda hoje, na ilha grega de Cós, se pode admirar o chamado plátano de Hipócrates, debaixo do qual, segundo reza a lenda, aquele que é considerado o pai da medicina ocidental atendia os seus pacientes. É aliás do nome grego da árvore, "platanos", que vem a designação científica do género, derivando o termo de "platys" que significa plano, largo em referência às folhas, segundo a maioria dos autores.

Conhecem-se cerca de 6 a 7 espécies de plátanos. Enquanto os da Grécia pertencem à espécie Platanus orientalis, originária das regiões temperadas da Ásia ocidental, o Platanus occidentalis, é nativo da zona atlântica dos Estados Unidos e foi introduzido em Inglaterra ainda antes de meados do séc. XVII, oriundo da Virgínia. No entanto as espécies eram bastante confundidas na literatura dos séc. XVIII e XIX até 1853, data em que Sir Joseph D. Hooker esclareceu as diferenças entres as duas espécies baseando-se nas características distintas dos frutos, o que até então tinha passado despercebido (cf. Hui-lin li).

No livro Árvores Monumentais de Portugal (Portucel, 1984), Ernesto Goes introduz a descrição de alguns dos nossos mais notáveis plátanos do seguinte modo: «A única espécie difundida no país é a Platanus hybrida Brot., sendo de origem desconhecida e considerada uma espécie resultante do cruzamento do Platanus orientalis com o Platanus occidentalis

Com efeito o botânico português Félix da Silva Avelar Brotero (1744-1828) descreveu a espécie na sua Flora Lusitanica (1804) a partir de espécies cultivadas em Portugal (cf. Hui-lin li) todavia a denominação sinónima, Platanus x acerifolia Willd. que precedeu a de Brotero num ano é mais divulgada. (O x indica a natureza híbrida da espécie, o epíteto acerifolia reconhece a semelhança das folhas com as dos áceres, e a abreviatura final refere a autoria da designação: o botânico alemão Carl Ludwig Willdenow (1765 -1812), com quem aliás Brotero se correspondeu.)

Outra designação científica sinónima, por sua vez preferida no país vizinho, é a de Platanus hispanica Mill. ex Muenchh. Recentemente, a opinião dos botânicos evoluíu no sentido de considerar esta espécie, não um híbrido, mas sim uma variedade do plátano oriental, e por isso haverá uma tendência para se adoptar o nome de Platanus orientalis var. acerifolia Aiton. ou seja mais uma designação a juntar à longa lista e a necessidade de se reverem afirmações e "verdades" anteriores!

Os nomes vulgares da árvore nos diferentes idiomas são também significativos: platano comune em italiano; platane commun e platane à feuilles d'érable (p. de folhas de ácer) em francês; plátano de sombra em espanhol; e em inglês European plane (plátano europeu) e London plane (plátano de Londres), designação que faz jus à sua abundância nesta cidade onde mais de metade das árvores ornamentais são plátanos.

Porque é que se chama sycamore nos estados da América do Norte fica para apróxima "investigação", mas se alguém souber...

20/10/2005

ALIADOS - actualização

  • Entregue à bicharada...
  • Frase #17
  • Transcrição das Audições na Comissão Parlamentar da Educação, Ciência e Cultura, no âmbito da petição de "Protesto relativo à intervenção urbanística no conjunto da Av. dos Aliados/ Pr. da Liberdade no Porto" - IPPAR; METRO (Empresa Metro do Porto SA) no passado dia 11 de Outubro.
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Paineira na Terceira


Fotos: pva - 30 de Setembro de 2005

Já antes aqui falámos, a propósito da árvore centenária no Jardim das Virtudes e de algumas jovens árvores no Jardim Botânico do Porto, da Ceiba speciosa (antes chamada Chorisia speciosa), conhecida no Brasil, de onde é originária, por paineira ou paineira-rosa. No Porto a floração é sempre escassa - e, em qualquer caso, ainda não começou; mas em Lisboa, e em particular no Jardim das Amoreiras, elas são a atracção do momento. Se puder também dar um pulinho a Cascais, não perca as paineiras-amarelas em flor. (Cabe aqui noticiar que essas árvores da Linha têm descendência no Porto, e que quatro dos seis rebentos, já espigadotes, foram esta semana plantados ao ar livre.)

Falta falar das elegantíssimas paineiras nas fotos: moram em Angra do Heroísmo, a da esquerda no Jardim Duque da Terceira, a outra no jardim do Palácio dos Capitães Generais. Quando as visitei, no último dia de Setembro, a floração mal despontava, mas prometia ser abundante. Alguém da Terceira pode mandar notícias frescas?

19/10/2005

Jardim-museu de fontes e chafarizes


Fotos: pva 0503 - carvalho (Quercus robur) e fontes nos jardins de Nova Sintra

O bucólico jardim da rua Barão de Nova Sintra, suspenso sobre o rio Douro, de alamedas sinuosas e aparência um pouco rude, integrou a propriedade da família britânica Wright até 1932, altura em que a Câmara Municipal do Porto a adquiriu para aí instalar os SMAS. Ali encontramos, entre outras espécies, olaias, criptomérias, faias, oliveiras, cedros, sobreiros, carvalhos, tílias, loureiros, pitósporos, eucaliptos e ulmeiros. São companhia silenciosa de fontes e chafarizes dos séculos XVII a XIX que se acolheram àquele sossego depois de anos de serviço público.

Algumas destas fontes, que a tradição associou a episódios amorosos, continuam a dar aqui testemunho dos usos de antanho; outras são agora puro ornamento. O seu conjunto constitui grata memória de vivências de outros tempos em muitos recantos da cidade.

A associação Campo Aberto, no âmbito do seu Ciclo Jardins 2005 - que já incluiu visitas ao Viveiro Municipal do Porto, ao Jardim da Fundação Eng. António de Almeida e à Quinta do Alão -, promove no SÁBADO, 12 de NOVEMBRO, às 14H30, uma visita guiada pelos SMAS às fontes e chafarizes do jardim de Nova Sintra; o ponto de encontro é à entrada dos SMAS, na rua de Nova Sintra (muito perto da estação de metro do Heroísmo). A participação é limitada e sujeita a inscrição prévia pelo endereço dias-com-arvores(at)sapo.pt

18/10/2005

Um pedaço de noite

À noite, o salgueiro é negro...
Com o vento meneando,
Parecem filas de frades,
Todos em coro rezando.

Antero de Quental, Cantigas (1864)


Foto: pva 0411 - salgueiro-chorão (Salix babylonica) na Baixa de Santo António, Aveiro

17/10/2005

Plátano de Alijó


Plátano monumental de Alijó, conhecido como a "árvore grande". Plantado em 1856 e classificado de interesse público em 1953. Segundo Ernesto Goes , ca1984, tinha «6 m. de P.A.P., 30 m. de altura, e 26 m. de diâmetro de copa.»