21/05/2007

Sobreiro de S. Geraldo



Fotos de Eduardo Basto

«Não me estou a fazer à publicação no DcA, (...) mas achei que se calhar vos interessaria. A árvore, aparentemente mais acarinhada que o costume, fica em Veiros, que é uma terrinha mais ou menos entre Estarreja e a Murtosa — até há uma placa na estrada a dizer "árvore monumental" ou algo parecido, já não me lembro bem. Não sei cá PAPs nem coisas nenhumas dessas, mas a árvore tem um aspecto invulgar, bastante curioso, com o tronco curto mas ainda assim muito irregular.»

Claro que nos interessa e muito, Eduardo. É um exemplo do que nós gostaríamos que fosse feito com todas as árvores de interesse público no país: divulgadas e acarinhadas. No Porto, onde nem uma só dessas árvores tem placa, quase ninguém repara nelas ou sabe da sua existência. Estão pois de parabéns a população de Veiros, a sua paróquia (que é proprietária da árvore) e ainda, por promoverem este sobreiro multi-centenário como património local digno de ser visitado, a Junta de Freguesia de Veiros e a Câmara de Estarreja.

20/05/2007

Cebola-da-Pérsia



Cansei os braços
a pendurar estrelas no céu.
Destino dos fados lassos.
Tudo termina em cansaços
braços
e estrelas
e eu.


António Gedeão, Balão Esvaziado (in Movimento Perpétuo, 1956)


Allium cristophii

19/05/2007

Uma flor tranquila



Hypericum perforatum, jardins do Palácio de Cristal

Este hipericão, da espécie Hypericum perforatum, parece ter sido costurado à pressa: as flores têm pétalas ligeiramente assimétricas, e ainda guardam alinhavos e um debrum a margeá-las para que não desfiem; nas folhas, opostas, sésseis e com veio central proeminente, são nítidos uns quase-furinhos, resultado de uso descuidado de alfinetes.

Uns e outros são de facto glândulas e constituem a característica mais útil na identificação desta planta. Quando pressionadas, libertam um óleo avermelhado que se julga conter o princípio activo usado em outros tempos para curar quase tudo, e que tem hoje presença obrigatória em anti-depressivos naturais.

Espontânea na Europa, esta herbácea é uma praga em solo americano.

18/05/2007

A ler

"Um cheiro que se não estranha..."

Título furtado daqui


Laranjeiras em frente ao Museu Monográfico de Conímbriga > - fotos Abril de 2007

«Deitei-me e adormeci.
Debaixo da laranjeira,
Caiu-me uma flor no rosto:
Ai! Jesus, que tão bem cheira!»

17/05/2007

Domingo no parque com sorvete



Victoria Park (oeste): cedro-do-atlas e freixo (Fraxinus excelsior)

Há três categorias de veículos motorizados que podem circular num parque londrino: os de emergência, os do serviço de manutenção do próprio parque, e os de venda de sorvetes. Só os últimos são imprescindíveis. Quando ao princípio da tarde a banda sonora da passarada é interrompida para a sesta, é a carrinha dos sorvetes, estridulando um jingle bells circense a cada centena de metros, que enche os ouvidos dos frequentadores do parque. E esse afago auditivo é só o preâmbulo da sua função mais nobre, que é a de nos comprazer o paladar. Uma carrinha cantante, uma sombra de árvore, um banco de jardim, um sorvete de morango e baunilha: eis o clímax de um perfeito domingo à tarde no parque.

[Um parêntesis linguístico-sociológico. O termo sorvete é mais usado no Brasil do que em Portugal: aqui quase toda a gente diz gelado, palavra muito menos expressiva. Em Portugal os sorvetes são coisa do Verão, mas em países como a Inglaterra, onde os meses quentes pouco têm de escaldante, são consumidos o ano inteiro.]

Três razões me levaram ao Victoria Park no meu último domingo em Londres: a pulsão coleccionista de converter em imagens reais todas as manchas verdes no mapa da cidade; o percurso no autocarro 55 entre Oxford Circus e o East End londrino; e o facto de ser no Victoria Park ou na vizinhança que decorrem algumas peripécias de dois livros de Barbara Vine (Asta's Book e The Chimney Sweeper's Boy). Assim como Charles Dickens e Conan Doyle construíram uma Londres oitocentista ficcionada que se tornou mais real do que a Londres dos historiadores, também Ruth Rendell / Barbara Vine nos tem legado, em romances que de policial pouco ou nada têm, um perdurável retrato físico e social da Londres contemporânea.

O Victoria Park ocupa 87 hectares; tal como o Regent's Park (com o qual tem grandes semelhanças), foi inaugurado em 1845 e é dos parques mais antigos de Londres. Os vitorianos consideravam os parques «como instrumentos para a melhoria física e moral, principalmente das classes trabalhadoras» [citação daqui], e o parque foi uma oferta da coroa às gentes pobres do East End. Ladeado por dois canais (o Regent's Canal a oeste e o seu afluente Hertford Union Canal a sul), é atravessado por uma rodovia (Grove road) que o divide em duas partes bem distintas: a metade ocidental é mais frondosa e pitoresca, com sebes de plantas variadas, canteiros floridos, muitas árvores ornamentais em maciços e alamedas, e um lago cheio de meandros com uma ilha arborizada ao centro. É aqui que as mães vêm empurrar os carrinhos de bebé, enquanto os maridos (enfim, nem todos) e os filhos mais graúdos se divertem nos campos de jogos que preenchem boa parte da metade oriental. Mas mesmo aí há um lago enfeitado com muitos lírios amarelos e um jardim inglês à moda antiga (old english garden) protegido por um gradeamento; delimitando o parque a nordeste, alonga-se a mais comprida alameda de plátanos que alguma vez percorri. E foi também na metade oriental que uma benemérita carrinha sorveteira completou a perfeição de uma tarde de domingo.



Victoria Park (leste): lírios amarelos e castanheiro-da-Índia em flor; laburno (Laburnum anagyroides) e campo de jogos

16/05/2007

De olho nele...

e ele de olho em mim.

Ver e ouvir no You tube >
Foi durante a minha visita anual ao bonito castanheiro da Índia que fica no largo dos Álamos - num bairro cujas ruas têm nomes de árvores não concordando nenhum deles com os espécimes que nelas se encontram- que passei por este melro.
Todos nós conhecemos o assobio desta ave e o seu canto (considerado por alguns entendidos > como o mais belo da Europa ), mas como chamar a este repetitivo som metálico? E como interpretá-lo? A mim - que não percebo nada de aves- pareceu-me um chamamento, mas talvez esteja enganada (ver "oiseaux.net").

Quedei-me uma boa meia hora a observá-lo (e pude verificar pelas fotos e pelo filme > que também ele esteve de olho em mim): brilhando ao sol, saltitando do telhado para o murete, e deste para o chão, voltava sempre para o interior da japoneira- muitas vezes com alimento no bico- donde continuava o seu estridente... «aflautar, agloterar, amiudar, apitar, arensar, arremedar, arrolar, arrulhar, assobiar, atitar, bufar, cacarejar, caquerejar, carcarear, carcarejar, chalrar, chalrear, chiar, chilrar, chilrear, chirrear, chirriar, clarinar, cocoriar, cocoricar, corruchiar, corujar, corvejar, crocitar, crujar, cuarlar, cucar, cucular, cucuricar, cucuritar, dobrar, engabrichar, estalar, estralhar, estribilhar, falar, fraquejar, gaguear, galhear, galrear, galrejar, ganizar, gargalhar, gargantear, garrir, garzear, gazear, gazilar, gazinar, gazular, gemer, gloterar, glotorar, gorgolejar, gorjear, gracitar, gralhar, gralhear, grasnar, grasnir, grassitar, grazinar, grinfar, gritar, grugrujar, grugrulejar, grugrulhar, grugrurejar, grugulejar, grugulhar, grugurejar, gruir, grulhar, guinchar, modular, palrar, papear, piar, picuinhar, pipiar, pipilar, pissitar, pistar, pupilar, redobrar, regorjear, remedar, restridular, retinir, rir, rouxinolar, rouxinolear, serrar, soar, suspirar, sussurrar, taralhar, taramelar, taramelear, tartarear, tentenar, tinir, trilar, trinar, trinfar, trissar, trucilar, turturejar, turturinar, turturinhar, ulular, vozear, zinzilular» ( fonte: Houaiss)
Que termo usar de entre alguns dos que se encontram nesta longa lista das vozes das aves? Ainda não me decidi, porque, para ser sincera, não sei qual o mais adequado.

15/05/2007

Filírea


Phillyrea latifolia

Depois de 17 anos à espera, os sábios preparam-nos agora para recebermos de braços abertos, daqui a 10 anos e só então devidamente aprovado, o acordo ortográfico luso-brasileiro. Tarefa árdua, de que nos cabe ir usando as palavras de que a língua portuguesa se orgulha, não vá dar-se o caso de as esquecermos e já não constarem das partilhas. Como, por exemplo, aderno e lentisco. Designam as duas únicas espécies do género Phillyrea, a P. latifolia e a P. angustifolia, ambas espontâneas em Portugal, Norte-de-África e Turquia.

São arbustos da família Oleaceae, como as oliveiras, os ligustros, os lilases, os freixos, os sinos-de-ouro ou os jasmins. De crescimento lento e flores minúsculas esverdeadas (embora abundantes e vistosas em conjunto), dir-se-iam plantas pouco ornamentais. Contudo têm folha perene com bordo transparente e um biquinho no ápice, os frutos são bolinhas coloridas e, quando idosas, exibem troncos encurvados muito elegantes - de madeira clara e maleável, que é usada, como a de buxo, em esculturas. E, claro, sendo sobreviventes das nossas florestas, suportam corajosamente os ventos, a poluição atmosférica e as secas.

Antes da importação maciça no século XIX de perenifólias do Japão e China, eram os adernos-de-folha-estreita e os adernos-de-folha-larga que se apreciavam em jardins soalheiros. Mas não conhecemos no norte exemplares de grande porte deste género. O da foto está num bosquete de arborização recente do Parque Biológico de Gaia, vizinho de espécimes jovens de P. angustifolia.

Segundo o dicionário Houaiss, o termo phillyrea deriva do grego philúra, tília.

14/05/2007

Caminhos de água



Londres: o Regent's Canal entre Victoria Park (à esquerda em cima) e Islington (à direita em baixo)

Embora a Inglaterra não seja a Holanda, é possível num barco a motor ir de norte a sul e de este a oeste do país usando uma ampla rede de canais artificiais. Construídos para transporte de mercadorias, foram o caminho-de-ferro já no século XIX e a revolução rodoviária no século seguinte que lhes retiraram toda a função utilitária. Não que tivessem ficado ao abandono: nos canais londrinos vêem-se famílias inteiras a bordo dos barcos estreitos e compridos que preguiçam água abaixo ou água acima; os caminhos marginais (towpaths, usados para puxar os barcos à corda no tempo em que não havia motores) enchem-se de ciclistas, passeantes, trotadores (tradução possível para joggers), pescadores à linha, gente com cães pela trela, vagabundos bebendo cerveja em lata, e um ou outro turista desorientado.

A construção do Regent's Canal, segundo plano do arquitecto e urbanista John Nash, decorreu entre 1812 e 1825. O canal descreve um arco com uma extensão aproximada de 13,7 Km entre Paddington (a oeste de Londres) e as Docklands (a leste), onde desagua no Tamisa; cinge o Regent's Park no seu limite norte, bissectando o Zoo de Londres, e passa depois por Camden Town, pela estação de King's Cross, por Islington e pelo Victoria Park. O caminho para peões é interrompido nos dois ou três pontos onde o canal mergulha em túneis de extensão variável - o mais comprido deles, o túnel de Islington, ultrapassa os 800 metros - e só de barco é possível conhecê-lo de uma ponta à outra. Não que eu tivesse tamanha ambição: contentei-me em palmilhar contra a corrente os 4 km de Victoria Park até Islington. Esse troço atravessa Hackney, uma das regiões mais pobres de Londres, e o cenário dos bairros sociais, torres de habitação e velhos armazéns não é dos mais agradáveis de se ver. Mas há sempre manchas de arvoredo, alguma vegetação espontânea, bandos de patos e de gansos, e até uma public house de portas abertas para o canal. O curso das águas é por vezes quebrado por sistemas de comportas: são as eclusas (a que os ingleses chamam locks), elevadores aquáticos para que os barcos vençam os desníveis no leito do canal.

Os dois extremos do meu percurso, no Victoria Park e em Islington, compensam largamente o que de menos bonito encontrei no caminho. O canal acompanha em linha recta todo o extremo oeste do Victoria Park, que lhe retribui a gentileza resguardando-o sob uma alameda quase ininterrupta de tílias e plátanos. Em Islington, entre os arcos de uma ponte e do túnel, o canal alarga-se em mais um porto de abrigo para barcos: há árvores de ambos os lados e os jardins particulares estendem floridas ramadas sobre o muro. O silêncio e o sossego são inacreditáveis; mas dois lanços de escada devolvem-nos abruptamente ao tumulto da cidade.

12/05/2007

Nos jornais- "Jardim Botânico renovado abre hoje"

Roseiral- Maio de 2006 (ver álbum)
«O Jardim Botânico do Porto reabre, hoje, depois de uma intervenção de dez meses. Novas plantações, o roseiral remodelado, equipamentos restaurados, caminhos renovados e sinalizados são algumas das melhorias que os visitantes poderão constatar. (...)» ler no Jornal de Notícias >

Botânico reabre hoje
«(...) Em reportagem publicada em Março > em O Primeiro de Janeiro, a coordenadora do projecto de recuperação do jardim, Teresa Andresen, sublinhou que se tratava de uma “obra pesada, que não brilha, mas é fundamental para o jardim funcionar”. O actual Jardim Botânico do Porto teve como principal impulsionador Américo Pires de Lima. » ler n'
O Primeiro de Janeiro >

Ler : O Jardim convida.
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Actualização -13.05.07: Nova vida para o Jardim Botânico no PJ ; Enormes árvores, rãs e nenúfares para observar no Jardim Botânico no DN

Jardim Botânico do Porto no Dias com árvores

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Foto Julho 2002 (ver álbum)

11/05/2007

"Ai flores, ai flores do verde pino"


Foto: inflorescência de Pinus pinaster -Parque da Cidade

-Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pos comigo?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado?
Ai Deus, e u é?

-Vós me perguntades polo voss' amigo,
e eu bem vos digo que é sã e vivo.
- Ai Deus, e u é?

-Vós me perguntades polo voss' amado,
e eu bem vos digo que é viv' e são.
-Ai Deus, e u é?

-E eu bem vos digo que é sã e vivo,
e seerá vosc’ ant' o prazo saido.
-Ai Deus, e u é?

-E eu bem vos digo que é viv' e são,
E será vosc'ant' o prazo passado.
-Ai Deus , e u é!
D. DINIS > (1261- 1325)

(Ontem não pude ir buscar o meu exemplar do Volume 4 -PINHAIS E EUCALIPTAIS da coleccção Árvores e Florestas em Portugal, já que para mim também tem sido impossível adquirir estes livros no quiosque habitual; tenho curiosidade em saber se esta poesia de D. Dinis é lá citada, pois no primeiro volume, no capítulo dedicado ao Pinhal de Leiria, transcrevem-se excertos de poesias referindo este célebre "cantar de amigo", mas não o próprio poema...)

Lábios da terra



Lamium maculatum / Lamium galeobdolon

Sento-me à porta de casa e penso. o céu onde começa? é imediatamente acima do chão? estamos sempre no céu então?

Ana Hatherly, in 63 Tisanas (1973)

10/05/2007

Cerejeira-preta



Prunus serotina nas margens do Tâmega

Além dos plátanos, choupos, freixos, salgueiros, amieiros e de uma ameaçadora população de mimosas, as margens do Tâmega em Amarante acolhem algumas árvores exóticas invulgares, plantadas talvez pelos serviços do Parque Florestal: encontramos lá um Taxodium distichum com um pé mergulhado na água; uma Maclura pomifera; e uma Prunus serotina, espécie de cerejeira tão incomum entre nós que nem é mencionada no livro Portugal Botânico de A a Z. Originária do oeste do Canadá e dos EUA, onde é conhecida como black cherry (cerejeira-preta em tradução literal), é uma árvore de porte respeitável se comparada com a maioria das suas congéneres, atingindo alturas de 30 m. Tal como as europeias P. lauroceraus e P. lusitanica, as flores da P. serotina aparecem em cachos, que no seu caso são pendentes; mas, dessas três espécies, só a Prunus serotina é de folhagem caduca. A sua floração não é vistosa, pois só surge depois das folhas, ao invés do que sucede com as espécies do género Prunus mais ornamentais. Os seus frutos são comestíveis mas adstringentes, e a sua madeira, forte e de um bonito tom vermelho-acastanhado, é muito valorizada em marcenaria.

09/05/2007

Lilás-da-Califórnia


Ceanothus thyrsiflorus var. repens

O Ceanothus thyrsiflorus é da família Rhamnaceae e nativo da América do Norte. Tem inflorescências piramidais (daí o epíteto thyrsiflorus) que lembram as do lilás, mas as flores são mais elaboradas: 5 sépalas pontiagudas, que se unem num disco, e 5 pétalas orelhudas, como capuchinhos que se estreitam na base. É arbusto de crescimento rápido, e rasteirinho, por isso apropriado como tapete em canteiros ensolarados - ou para jardins que têm dificuldade em sair do papel.

As espécies Ceanothus que dão flores brancas têm em geral ramos espinhosos (e keanothus é o termo grego correspondente). A mais famosa é a prima C. americanus, conhecida como New Jersey tea, cujas folhas substituíram as de chá chinês durante a guerra da independência americana (1775–1783), na sequência da Boston Tea Party - um protesto de colonizadores e índios americanos contra a Grã-Bretanha em Dezembro de 1773, durante o qual se afundaram cerca de 45 toneladas de chá chinês que, durante as semanas seguintes, revestiu as areias do porto de Boston.

08/05/2007

Petição

LISBOA TEM QUE SER RESSARCIDA PELO ABATE DAS ÁRVORES NO CAMPO PEQUENO! «Face ao escandaloso abate levado a cabo pela CML/Espaços Verdes de cerca de 200 plátanos e jacarandás no Jardim do Campo Pequeno, árvores na sua maioria de grande porte, e em nosso entender, em bom estado fitossanitário (dado o levantamento fotográfico das árvores abatidas e dos cotos); vimos pelo presente dar VOZ AO NOSSO PROTESTO, EXIGIR que sejam apuradas RESPONSABILIDADES e que Lisboa e quem nela vive, trabalha e visita SEJAM RESSARCIDOS POR ESTE ABATE.»

imagem do blogue CIDADANIA LX

"la tala"

Pelos vistos continuou o abate das árvores no Campo Pequeno! Da previsão de nenhuma árvore (em 2005) o número passou para 54 depois 97 e actualmente parece que foram 200 os plátanos e jacarandás cortados.
Realmente, somos muito passivos e os nossos protestos, as nossas vozes raramente deixam de ser virtuais.
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A propósito, vejam só a manifestação (video no youtube- no ano passado) contra a "tala" das arvores do "Paseo del Prado" assunto que volta a estar na berra. A baronesa Thyssen, no protesto convocado pela Plataforma SOS Passeo del Prado que anteontem de novo saíu à rua, a certa altura, quando entrevistada para a comunicação social, fala mesmo (video), sem o nomear, do caso Avenida dos Aliados-Praça da Liberdade afirmando que o arquitecto "destruíu essa Praça maravilhosa e fez uma coisa moderna", coisa que lá não será permitida.
Mas nós deixámos, assim como permitimos que as árvores do Campo Pequeno fossem abatidas...
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Entretanto recebemos a notícia do lançamento de uma petição com o objectivo de se apurar a responsabilidade pelo abate das árvores.

Mais vale tarde do que nunca...

Os nossos agradecimentos aos Ecos da Falésia, um toque e BLOG DA SABEDORIA pelos awards!

07/05/2007

Reabertura do Jardim Botânico do Porto

É já neste sábado, 12 de Maio, às 17h30m. A hora parece tardia, mas agora espera-se mais pela noite, e portanto não faltará luz à festa. Já tivemos oportunidade de espreitar o jardim renovado e podemos adiantar que a obra envolveu um redesenho completo dos caminhos no arboreto e na parte confinante com a VCI. O jardim parece maior, e tem perspectivas e recantos completamente novos; apesar de ainda faltarem algumas plantações, está muito mais bonito do que era antes.

Robinias em flor

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Ao lado das gledítsias (Gleditsia triacanthos)- que nesta altura do ano também estão cheias de pequenas flores esverdeadas- uma robínia (Robinia pseudoacacia) com os seus vistosos cachos de perfumadas flores brancas. Pertencem ambas à família das Fabaceae > mas a subfamílias diferentes. Fotos Abril /Maio (Ramalde)

Robinia pseudoacacia no Dias com árvores:

Mais informação: > Wikipedia (FR) ; > The-Tree (UK); > Universidade de Purdue (US); fotos Duke University (US)